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Setor de fast-food não consegue preencher vagas abertas nos EUA

27/08/2020 - 16:18
Hambúrguer Fast Food Impossible
As redes de restaurantes relatam que estão pagando mais, mas isso não significa que estão preenchendo as vagas abertas (Imagem: REUTERS/Beck Diefenbach)

Nem mesmo o maior aumento do desemprego em 80 anos está diminuindo a escassez de mão de obra da indústria de fast-food nos Estados Unidos.

Isso porque a Covid-19 está tornando a crise econômica deste ano muito diferente das crises anteriores, quando os restaurantes ofereciam uma importante tábua de salvação para os recém-desempregados.

Já que empregos no setor de serviços agora significam uma chance maior de infecção, salários ainda mais altos não estão atraindo os trabalhadores para a cozinha.

Os adolescentes e os idosos, afastados por razões de saúde e segurança, e o auxílio aos desempregados contribuem para a falta de trabalhadores.

As redes de restaurantes relatam que estão pagando mais, mas isso não significa que estão preenchendo as vagas abertas.

“Esta é a mudança mais dramática que aconteceu na história moderna do serviço de alimentação”, disse Aaron Allen, estrategista-chefe da consultoria de restaurantes Aaron Allen & Associates. “É a primeira vez que as pessoas deixam a indústria e decidem não voltar.”

Em meados de julho, foram recuperados apenas cerca de metade dos 6,1 milhões de empregos no setor de alimentação que os EUA perderam em março e abril, de acordo com dados do escritório de estatísticas do emprego. No início da pandemia, as redes de restaurantes reduziram os cardápios e o horário das lojas e cortaram pessoal.

Enquanto isso, empresas com foco em entrega como Papa John’s e Domino’s Pizza prosperaram.

Para aproveitar a recuperação, o McDonald’s disse em junho que planeja contratar 260.000 funcionários neste verão. Subway, Taco Bell, Dunkin’ Brands, Papa John’s and Chipotle Mexican Grill também pretendem expandir as folhas de pagamento em uma escala menor. Mas a falta de trabalhadores complica os esforços.

Mercado apertado

Michael Lippert, presidente da GPS Hospitality, que opera quase 500 lojas do Burger King (BKBR3), Popeyes e Pizza Hut, disse que a contratação tem sido particularmente difícil porque um número menor de jovens está se candidatando.

Isso aumentou os salários e levou a empresa a expandir as horas extras, anteriormente reservadas para a gerência e trabalhadores que ganham por hora.

Na semana passada, a empresa realizou uma feira de empregos virtual, com a meta de contratar 3.000 trabalhadores.

“O ambiente econômico provavelmente não vai mudar. Se isso acontecer, não sei se vai melhorar”, ele disse. “Acho que a força de trabalho permanecerá reduzida nos próximos meses.”

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Última atualização por Rafael Borges - 27/08/2020 - 16:18