Conheça o superiate de US$ 300 milhões de Mark Zuckerberg, envolvido em controvérsia sobre pedido de socorro no mar
Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, não economiza quando o assunto é luxo. Um dos principais símbolos dessa ostentação é o Launchpad, superiate avaliado em cerca de US$ 300 milhões.
Nos últimos dias, porém, a embarcação ganhou destaque por um motivo diferente. Segundo relatos, o iate não teria respondido a um pedido de assistência de um barco que ficou sem combustível na costa do Alasca.
Embora haja controvérsias sobre a obrigação legal de prestar socorro naquele caso, uma coisa parece consenso: o Launchpad impressiona tanto pelo tamanho quanto pelas comodidades a bordo. Afinal, trata-se de uma embarcação de tirar o fôlego.
Detalhes do iate
O Launchpad foi projetado pelo escritório Espen Øino International, especializado no design de superiates, e construído pelo estaleiro holandês Feadship.
Seu primeiro proprietário foi o bilionário russo Vladimir Potanin. Em 2024, porém, a embarcação passou a pertencer a Zuckerberg.
Segundo a YachtCharterFleet, o iate tem quase 119 metros de comprimento e pode atingir velocidade máxima de 24 nós — o equivalente a cerca de 44 km/h, superando a de muitos navios de cruzeiro.
Contando com mais de dez quartos luxuosos e uma infinidade de lounges e áreas de jantar —além de piscina, heliponto, cinema, academia e até salão de beleza —, o Launchpad pode transportar até 26 hóspedes e 49 tripulantes.
O custo de operação do iate é estimado em US$ 30 milhões por ano. Uma conta que, ao que tudo indica, não inclui serviços de resgate marítimo.
A polêmica envolvendo o resgate
Por volta das 21h32 de 3 de agosto, a embarcação Hewescraft pediu auxílio à Guarda Costeira dos EUA pela primeira vez.
O alerta foi feito por meio de uma frequência de rádio que embarcações na região costumam monitorar, incluindo o Launchpad, que supostamente não teria respondido ao chamado.
Cerca de 25 minutos depois, a Guarda Costeira determinou que não havia perigo iminente, pois o barco estava apenas sem combustível, e emitiu um pedido de assistência.
O navio Wilderness Legacy respondeu ao chamado, rebocou o Hewescraft e ajudou no reabastecimento da embarcação. A situação foi resolvida sem nenhum dano à vida.

Zuckerberg e sua família não estavam no Launchpad quando a situação aconteceu. O porta-voz do bilionário não especificou o que o iate estava fazendo na época e nega a versão de que um pedido de ajuda teria sido ignorado.
“Como observou a Guarda Costeira, o barco não estava em perigo, e quando a tripulação revisou o contato da Guarda Costeira em um canal de rádio diferente daquele em que operavam, a assistência já estava em andamento “, disse o porta-voz de Zuckerberg, Brian Baker.
Nesse sentido, especialistas em direito marítimo também afirmam que ficar sem combustível, por si só, não configura uma emergência. Nesse cenário, o Launchpad não teria obrigação legal de prestar assistência.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.