Smart Fit (SMFT3): Por que o TotalPass vem gerando ruído na leitura sobre as ações? Analista explica
A Smart Fit (SMFT3) vem ganhando destaque entre as ações do setor de saúde e bem-estar, especialmente após divulgar resultados positivos no primeiro trimestre de 2026. Ainda assim, o investidor se depara com um contraste: mesmo com bom desempenho operacional, a ação acumula queda de cerca de 18% desde o início do ano.
Dentre os motivos que podem explicar a “desconfiança” recente do mercado em relação aos papéis, Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus, cita o avanço do TotalPass. Isso porque usuários da plataforma costumam gerar uma receita média menor do que os alunos tradicionais, embora o impacto dessa diferença ainda seja objeto de discussão entre os acionistas.
Diante desse cenário, fica a dúvida: faz sentido para a Smart Fit manter esse modelo? E, olhando pelo prisma do investidor, este é um bom momento para se posicionar no papel?
Entenda como o TotalPass segue contribuindo para o crescimento da Smart Fit (SMFT3)
Em relatório do último dia 18 de junho, Ruy Hungria destaca que a Smart Fit continua sendo uma empresa sólida, que usa esse tipo de parceria para aumentar engajamento e expandir sua presença sem comprometer a estrutura do negócio.
O analista usa dados da Sensor Tower, plataforma que monitora a atividade de usuários em aplicativos, como exemplo, colocando esse movimento em perspectiva: em abril e maio, os usuários ativos do TotalPass cresceram 94% na comparação anual — bem acima dos 18% do Wellhub, principal concorrente da plataforma.
“Embora esse tipo de indicador não permita inferir diretamente receita ou lucro, ele funciona como um termômetro de adoção de engajamento e mostra que o TotalPass segue fortalecendo sua posição competitiva, impulsionado pela maior penetração no mercado corporativo e pela expansão de sua rede de academias parceiras”, comenta Hungria.
Na prática, o TotalPass funciona como um complemento ao modelo tradicional, adicionando receita incremental com baixo custo marginal.
O resultado é um mix em que os alunos tradicionais seguem puxando rentabilidade, enquanto o TotalPass contribui para escala e diversificação de receita. Essa ação amplia a base recorrente de usuários e permite que a Smart Fit sustente crescimento.
“Embora a Smart Fit ainda divulgue poucas informações operacionais sobre o TotalPass, os indicadores de utilização seguem apontando para uma evolução favorável de uma das principais avenidas operacionais de crescimento da companhia. Dados recentes aumentam nossa confiança de que a plataforma continua ganhando escala, relevância e espaço”, afirma.
Mas embora o TotalPass esteja entre os temas debatidos por investidores, ele não é o único fator no radar do mercado. Questões como o ritmo de crescimento da companhia, a evolução da rentabilidade e o cenário de juros altos também ajudam a explicar a volatilidade recente das ações.
Na visão de Hungria, porém, esses desafios não comprometem a tese de longo prazo da Smart Fit, que segue apoiada em expansão, escala e fortalecimento de seu ecossistema de serviços.
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Smart Fit (SMFT3): vale a pena investir agora?
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