AgroTimes

Açúcar atinge máximas de mais de um ano por importações da Índia; cacau também sobe

20 ago 2026, 18:43
açúcar santander el niño
Lavoura de cana-de-açúcar (iStock.com/lzf)

Os contratos futuros de açúcar bruto e branco na ICE atingiram máximas de mais de um ano nesta quinta-feira, impulsionados pela preocupação de que o fortalecimento do fenômeno climático El Niño possa reduzir a produção global e pelas notícias de que a Índia autorizou a importação de açúcar isenta de impostos.

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O contrato de açúcar bruto subiu para uma máxima de mais de um ano, de 18,26 centavos, no início do pregão, recuando posteriormente para fechar com queda de 0,2%, a 17,55 centavos.

Os corretores observaram que os preços domésticos recordes na Índia levaram o segundo maior produtor mundial a permitir as importações.

O governo da Índia permitirá a importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas até 31 de outubro, na tentativa de reduzir os preços locais.

O analista de açúcar da StoneX, Marcelo Di Bonifacio Filho, disse que a seca na Europa forçará o bloco a também importar açúcar.

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Ele disse que as operações de hedge realizadas pelas usinas brasileiras — aproveitando a alta repentina dos preços — surgiram no final do pregão, fazendo com que os preços fechassem em queda.

A produção brasileira de açúcar na safra 2026/27 deve cair 2,9%, para 42,9 milhões de toneladas, segundo a Conab.

O preço do açúcar branco subiu 1,8%, para US$552,20 a tonelada, após atingir seu maior valor desde março de 2025, com US$566,80.

Cacau

O cacau em Londres fechou em alta de 20 libras, ou 0,5%, a 4.336 libras por tonelada.

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Os corretores afirmaram que as safras na África Ocidental devem diminuir na safra 2026/27, embora possivelmente não o suficiente para evitar outro excedente global.

Espera-se que o excedente no mercado global de cacau diminua para 111.000 toneladas em 2026/27, ante 325.000 toneladas no ciclo anterior, informou na quarta-feira a empresa de serviços financeiros Hedgepoint Global Markets.

O contrato de futuros de cacau em Nova York subiu 0,5%, para US$6.064 por tonelada.

Café

O contrato de futuros do café robusta fechou em queda de US$2, ou 0,1%, a US$3.726 por tonelada.

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Os corretores acompanhavam de perto o desenvolvimento das safras no Vietnã, principal produtor de robusta.

“Ainda é muito cedo para falar sobre a qualidade da próxima safra, mas até agora os grãos parecem estar em boas condições”, disse um trader baseado na região cafeeira do Vietnã.

A corretora Marex estimou a nova safra do Vietnã em 31,3 milhões de sacas, ante 32,1 milhões de sacas no ano anterior.

O café arábica fechou em alta de 1,1 centavo, ou 0,3%, a US$3,293 por libra-peso, prolongando a retração do mercado em relação à máxima de um mês de US$3,3715 registrada na quarta-feira.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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