Mercados

Taxas de DIs devolvem ganhos da véspera com Selic e Oriente Médio no radar

02 jun 2026, 18:22 - atualizado em 02 jun 2026, 18:25
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta terça-feira (2) majoritariamente em queda, apesar de novas projeções sinalizarem que o mercado segue precificando uma Selic terminal mais baixa.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4,5 pontos-base, em relação ao ajuste anterior, e fechou a 14,160% ante 14,205%.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,015% ante 14,060% do fechamento anterior, recuo de 4,5 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,070% ante 14,075% do fechamento da última segunda-feira (1º).

O mercado de títulos do Tesouro norte-americano estendeu o movimento da sessão anterior e os Treasuries também fecharam em queda.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,043% ante 4,051% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caiu de 4,477% do ajuste anterior para 4,443% hoje.

O que mexeu com os DIs hoje?

Com o impasse nas negociações e novas declarações controversas de Washington e Teerã, os investidores continuaram a monitorar desdobramentos no cenário geopolítico.

No cenário doméstico, o mercado continuou a revisar as expectativas para a trajetória de juros com novos dados de inflação.

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Hoje, a Porto Asset elevou a projeção de Selic de 13,50% para 13,75% em 2026. O C6 Bank, por sua vez, manteve a estimativa para a taxa básica de juros em 13,50% em dezembro, mas passou a ter uma perspectiva de inflação mais elevada.

As opções de Copom negociadas na B3 precificavam 74% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 24% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 1,2% de possibilidade de redução de 50 pontos-base. A data de referência é de ontem (1º), dado consolidado mais recente.

Além disso, o mercado reagiu à nova ameaça tarifária dos EUA – que elevou os prêmios em toda a curva. Na noite de ontem (1º), o governo Trump propôs uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após concluir que práticas brasileiras eram injustas em uma série de áreas, que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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