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Taxas de DIs fecham em leve queda, mas curva já aponta potencial alta na Selic em agosto

09 jun 2026, 18:27 - atualizado em 09 jun 2026, 18:32
(Imagem: alexsl/ iStock)

A curva de juros futuros interrompeu a sequência de seis dias de alta consecutivos com breve alívio nos preços do petróleo e enfraquecimento do dólar com o conflito no Oriente Médio ainda no radar.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4 pontos-base, em relação ao ajuste anterior, e fechou a 14,480% ante 14,430% do fechamento anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,920% ante 14,945% do fechamento anterior, recuo de quase 3 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,625% ante 14,710% do fechamento da última segunda-feira (8), queda de cerca de 8 pontos-base.

O mercado de títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fechou em queda à espera de novos dados de inflação.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,120% ante 4,158% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caiu para 4,520%, de 4,550% da última segunda-feira (8).

De olho na Selic

A deterioração das expectativas do mercado para inflação e para a política monetária continuou a impactar a curva a termo com o mercado já precificando chance de altas, ainda que minoritárias, na Selic no segundo semestre deste ano.

Desde o fim do mês passado, grandes players do mercado vêm alterando as projeções macroeconômicas, após o resultado ‘robusto’ do Produto Interno Bruto (PIB) e outros dados mais fortes do que o esperado. Os impactos do conflito no Oriente Médio nos preços de energia e potencial reflexo na inflação também figuram como pano de fundo das revisões.

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Isso tem se traduzido em estimativas de um ciclo de corte de juros mais curto e, portanto, Selic mais alta no fim de 2026.

Nesta terça-feira, o BTG Pactual afirmou, em relatório, que espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a taxa em 25 pontos-base, de 14,50% ao ano para 14,25 a.a. na próxima semana, o último ajuste do ciclo iniciado em março deste ano.

Já a curva precifica manutenção dos juros desde a última sexta-feira (5). Hoje, as Opções do Copom negociadas na B3 apontam 62,50% de chance de manutenção da Selic na próxima decisão, segundo a atualização mais recente de ontem (8). A probabilidade de corte de 25 pontos-base é de 35%.

No período da tarde, o contrato de DI para janeiro de 2027 chegou a precificar uma eventual alta de 25 pontos-base em agosto, ainda que marginalmente.

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Nos Estados Unidos, a precificação de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central do país) no segundo semestre está praticamente consolidada desde a semana passada, após dados do mercado de trabalho bem mais fortes do que o esperado.

No final da tarde de hoje, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 50,5% de chance de o Fed retomar o aperto monetário na decisão de política monetária em outubro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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