Os investidores seguiram cautelosos com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República nas próximas eleições. Para analistas, o nome enfraquece a possibilidade de alianças e uma eventual vitória da direita em 2026 – ou seja, há o temor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No final da tarde, a Câmara dos Deputados tentou apreciar o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados por trama golpista e atos de 8 de janeiro de 2023 com redução da pena. Mas o protesto do deputado Glauber Braga (PSOL-SP) interrompeu os trabalho e a sessão foi suspensa.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O mercado acompanhou, ainda que em segundo plano, as reuniões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. O Fomc e o Copom iniciaram a última reunião do ano nesta terça-feira (9) e a divulgação das decisões acontece amanhã (10).
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:
Ao vivo
20h33
Deputado é retirado à força do plenário da Câmara após protesto; imprensa é impedida de permanecer
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da cadeira da Presidência do plenário da Câmara após anunciar que ali permaneceria, em protesto à votação nesta terça-feira do chamado projeto da dosimetria, que deve reduzir a pena de reclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a imprensa foi impedida de fazer a cobertura no local.
Braga presidia a sessão normalmente desde aproximadamente as 15h30, mas, cerca de duas horas depois, ele fez um duro discurso contra a votação da proposta de dosimetria, fazendo inclusive uma relação com o processo de cassação de mandato que enfrenta, e anunciou sua intenção de permanecer na cadeira do presidente.
Telefônica Brasil (VIVT3) propõe reduzir capital em R$ 4 bilhões e devolver recursos aos acionistas
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, anunciou nesta terça-feira (9) que seu conselho de administração aprovou proposta de redução do capital social da companhia em R$ 4 bilhões com os valores sendo restituídos aos acionistas.
Os valores serão pagos aos investidores em parcela única até 31 de julho de 2026. A proposta precisa de aprovação de assembleia de acionistas a ser convocada em data futura.
Ambev (ABEV3) aprova distribuição de dividendos e JCP; pagamentos começam em dezembro
A Ambev (ABEV3) aprovou nesta terça-feira (9) a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas, com base no balanço extraordinário de 30 de novembro.
A companhia informou que serão pagos R$ 0,4612 por ação em dividendos, dos quais R$ 0,3459 serão destinados ao dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício de 2025, e R$ 0,1153 serão distribuídos como dividendos adicionais, provenientes da reserva de lucros. O pagamento será efetuado em 30 de dezembro de 2025, sem retenção de imposto de renda.
B3 enquadra Raízen (RAIZ4), que diz avaliar alternativas para deixar de ser penny stock
A Raízen (RAIZ4) informou nesta terça-feira (9) que a B3 solicitou que a companhia divulgue os procedimentos e o cronograma das medidas que serão adotadas para o reenquadramento da cotação ao valor mínimo exigido, cuja regularização deverá ocorrer até 29 de maio de 2026. As ações vêm sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro.
Segundo as regras da B3, uma ação só é considerada penny stock quando permanece abaixo de R$ 1 por ao menos 30 pregões seguidos. Isso pode levar a empresa a sofrer algumas sanções por parte da administradora da Bolsa brasileira, como a retirada de índices dos quais faz parte – incluindo o Ibovespa.
Tenda (TEND3) aprova recompra de até 2 milhões de ações
A construtora Tenda (TEND3) aprovou nesta terça-feira (9) um novo programa de recompra de ações. A empresa poderá adquirir até 2 milhões de ações ordinárias até 30 de junho de 2026.
A companhia destaca que as operações seguirão os limites da regulamentação da CVM e só ocorrerão quando houver recursos disponíveis. A Tenda afirma que a recompra não altera sua estrutura acionária e não compromete suas obrigações ou o pagamento de dividendos.
Segundo o documento, o valor bruto por pale será de R$ 0,36 por ordinária, R$ 0,36677105 ação preferência classe A e R$ 0,36 ação preferência classe B.
Ibovespa futuro volta a cair e analistas falam em “pressão vendedora” no curto prazo; Dólar futuro tem leve alta
O Ibovespa futuro para dezembro (WINZ25), ou mini-índice, fechou em queda de 0,30% nesta terça-feira (9), aos 158.225 pontos.
Mais cedo, a análise técnica do BTG Pactual apontou que no gráfico de 60 minutos o preço do ativo segue operando abaixo das médias de 21, 50 e 200 períodos, mantendo a pressão vendedora no curtíssimo prazo.
Magazine Luiza (MGLU3) recua 5%; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (9)
> Magazine Luiza (MGLU3): -4,93%, a R$ 10,02
> Vamos (VAMO3): -3,33%, a R$ 3,77
> Cyrela (CYRE3): -2,56%, a R$ 35,02
> Cosan (CSAN3): -2,32%, a R$ 5,89
> Localiza (RENT3): -2,22%, a R$ 45,00
18h29
GPA (PCAR3) sobe quase 4%; confira as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira (9)
> GPA (PCAR3): +3,91%, a R$ 3,99
> Usiminas (USIM5): +3,68%, a R$ 5,91
> CSN (CSNA3): +3,31%, a R$ 9,05
> Embraer (EMBJ3): +3,00%, a R$ 88,72
> CVC (CVCB3): +2,63%, a R$ 1,95
18h26
Deputado Glauber Braga ocupa presidência da Câmara em protesto
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da Presidência da Câmara nesta terça-feira (9) em protesto contra a votação do projeto de lei que reduz penas de condenados por atos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Braga, que enfrenta um processo de cassação de mandato, presidia a sessão normalmente desde aproximadamente as 15h30, mas, cerca de duas horas depois, ele fez um duro discurso contra a votação da proposta de dosimetria e anunciou sua intenção de permanecer na cadeira do presidente.
Ibovespa fecha em leve queda na véspera da ‘Super Quarta’ com ‘risco Flávio’ no radar; dólar sobe
Na véspera da ‘Super Quarta’ – como é chamado o dia de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos –, o Ibovespa (IBOV) até tentou ganhar fôlego na reta final, com ajuda dos pesos-pesados, mas acabou estendendo as perdas e indo para o nível dos 158 mil pontos.
Nesta terça-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,13%, aos 157.981,13 pontos.
O Ibovespa fechou a terça-feira (09) em alta de 0,51%, aos 158.521,10 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
17h30
Verde, de Stuhlberger, vê dólar mais fraco com risco de próximo presidente do Fed ser “subserviente” a Trump
O Fundo Verde enxerga um risco relevante de que o próximo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seja “mais subserviente a interesses políticos”. Isso levaria, segundo carta publicada nesta terça-feira (9), a taxas de juros reais e nominais mais baixas do que o conjunto de fundamentos macroeconômicos dos Estados Unidos sugere.
As afirmações do fundo, liderado por Luis Stuhlberger, vêm em um momento em que o presidente da maior economia do mundo, Donald Trump, está prestes a definir quem será a próxima autoridade monetária do país.
TotalEnergies consolida posição na Namíbia com troca de ativos com Galp
A TotalEnergies consolidou sua posição no offshore da Namíbia ao concordar com uma troca de ativos com a portuguesa Galp, o que torna a empresa francesa a operadora da importante descoberta de Mopane, informou a petroleira nesta terça-feira.
Em troca de uma participação de 40% na licença PEL83, que detém o projeto Mopane, a Galp receberá uma participação de 10% na licença PEL56 da Total, que detém sua descoberta Venus, e uma participação de 9,4% na licença PEL91. As três licenças ficam próximas umas das outras.
Equinor prevê atingir capacidade máxima de plataforma em Bacalhau em 12 meses
A norueguesa Equinor prevê que a plataforma do campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, atinja sua capacidade máxima de produção de 220 mil barris por dia de petróleo em cerca de 12 meses, disse a presidente da petroleira no Brasil, Verônica Coelho, nesta terça-feira.
Bacalhau, que iniciou a produção em outubro, é o maior campo offshore internacional desenvolvido pela Equinor até o momento, com reservas recuperáveis superiores a 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), segundo a empresa.
Liquidez como estratégia: o que o caixa revela sobre as grandes empresas e como isso pode sinalizar dividendos em 2025
Em tempos de juros elevados, custos de capital mais desafiadores e volatilidade global persistente, o caixa das empresas deixou de ser apenas um item no ativo circulante para se tornar uma mensagem clara de estratégia corporativa. Mais do que lucro, o que mantém as operações vivas, e as oportunidades acessíveis, é a liquidez. E ela vem em duas formas principais no balanço: caixa e equivalência de caixa e aplicações financeiras.
Antes de analisar as quatro tabelas que mostram como as companhias estão posicionadas, vale responder a três questões fundamentais:
Dólar avança com ‘risco Flávio’ e à espera de ‘Super Quarta’ e fecha a R$ 5,43
O dólar operou mais um dia com as atenções concentradas no cenário eleitoral e à espera das últimas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos de 2025.
>> Dólar à vista fecha a R$ 5,4359, com alta de 0,28%
16h59
IRB (Re) (IRBR3): BTG eleva preço-alvo, com perspectivas melhores para 2026 e dividendos no radar
O BTG Pactualelevou o seu preço-alvo para o IRB (Re) (IRBR3) de R$ 56 para R$ 60, de olho em uma menor percepção de risco para a resseguradora. A recomendação é de compra.
Os analistas Eduardo Rosman, Thiago Paura e Ricardo Buchpiguel revisitaram as tendências recentes após um terceiro trimestre mais fraco e atualizaram as estimativas para 2026–2027, de olho em uma melhora gradual no sentimento dos investidores e sinais operacionais sólidos no início do quarto trimestre.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.