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Tempo real: Ibovespa recua com tarifas de Trump, mas Vale (VALE3) limita perdas; dólar sobe a R$ 5,54

10 jul 2025, 6:30 - atualizado em 10 jul 2025, 17:28
ações
Acompanhe o Ibovespa e os mercados em Tempo Real. (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Resumo: O Ibovespa (IBOV) engatou a quarta sessão consecutiva de perdas com o “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. As perdas, porém, foram limitadas pelo forte avanço de Vale (VALE3) e a renovação de recordes dos índices de Wall Street.

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Nesta quinta-feira (10), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 0,54%, aos 136.743,26 pontos, 

Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,5452, com alta de 0,78%

No cenário doméstico, o mercado concentrou a atenções nos impactos do “tarifaço” de Trump sobre a economia e as empresas brasileiras e as reações de autoridades do governo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que deve adotar medidas recíprocas aos EUA.

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Os dados de inflação ficaram em segundo plano. O IPCA subiu 0,24% em junho, uma desaceleração frente a maio, mas levemente acima das expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação acumula alta de 5,35% — acima do teto da meta.

Nos Estados Unidos, os índices de S&P 500 e Nasdaq renovaram os recordes de fechamento com Nvidia (NVDA) — que encerrou o dia a US$ 4 trilhões em valor de mercado.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quinta-feira (10) em tempo real:

Ao vivo
Vivo (VIVT3) compra fatia de empresa de fibra ótica por R$ 850 milhões

A Vivo (VIVT3) comprou a fatia de 50% do grupo canadense La Caisse na Fibrasil, empresa que atua no segmento de fibra óptica, por R$ 850 milhões, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (10).

Segundo o comunicado, com a compra, a Vivo passará a deter 75% das ações da empresa, considerando um bônus de subscrição.

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Casa Branca critica Powell sobre finanças do Fed e custos excedentes de projeto

A Casa Branca lançou nesta quinta-feira (10) um novo ataque contra o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, com um autoridade de alto escalão do governo Trump dizendo que Powell havia “administrado muito mal” o banco central, criticando-o por um déficit e por grandes custos excedentes em reformas de edifício.

O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, Russel Vought, em uma carta endereçada a Powell e publicada na plataforma de mídia social X, disse: “Em vez de tentar endireitar o navio fiscal do Fed, você seguiu em frente com uma reforma ostensiva de sua sede em Washington”.

A carta chega num momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, e seus assessores continuam a criticar Powell por não reduzir as taxas de juros.

Em carta a Haddad, Gabriel Galípolo diz quando inflação entrará nos eixos

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse em carta enviada ao presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), ministro Fernando Haddad, que a inflação voltará ao intervalo de tolerância da meta a partir do final do primeiro trimestre de 2026.

No documento, a autoridade monetária diz que a previsão está em linha com o cenário de referência apresentado no Relatório de Política Monetária de junho de 2025.

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Galípolo diz em carta que BC tem compromisso com meta de inflação de 3% e vai reforçar comunicação

O Banco Central tem compromisso com o atingimento da meta de inflação de 3% e tem tomado providência para que ela retorne ao intervalo de tolerância e atinja o alvo, disse nesta quinta-feira (10) o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, após descumprimento do alvo contínuo nos 12 meses acumulados por seis meses consecutivos até junho deste ano.

Em carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo afirmou que o BC investirá no reforço da comunicação sobre as razões do descumprimento da meta, sobre as medidas adotadas e sobre a evolução do cenário de convergência da inflação.

No documento, ele previu que a taxa de inflação acumulada em doze meses retorne aos limites estabelecidos no intervalo de tolerância a partir do final do primeiro trimestre de 2026.

Santander (SANB11) pagará R$ 2 bilhões em juros sobre o capital próprio

O Santander (SANB11) pagará R$ 2 bilhões em juros sobre o capital próprio, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (10).

Segundo o documento, por valor por ação será de R$ 0,53 por unit, que deduzido o Imposto de Renda, cai para R$ 0,45.

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Café arábica fecha em alta de 1,3% em NY, com foco nas tarifas; suco de laranja dispara

Os contratos futuros do café arábica subiram nesta quinta-feira (10), com o mercado concentrado na imposição pelos EUA de uma tarifa de 50% sobre todas as importações do Brasil, enquanto os preços do cacau e do açúcar caíram.

O café arábica subiu 3,75 centavos de dólar, ou 1,3%, a US$2,878 por libra-peso, com as tarifas dos EUA sobre seu principal fornecedor de café, o Brasil, que devem levar a uma disputa de curto prazo por suprimentos no maior consumidor do mundo.

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Motta e Alcolumbre defendem que ‘tarifaço’ de Trump deve ser respondido com diálogo ‘diplomático e comercial’

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmaram que a imposição de tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos deve ser respondida com “diálogo nos campos diplomático e comercial“, em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira (10).

Os chefes das Casas Legislativas ainda disseram que o Congresso Nacional está pronto para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da economia.

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Petróleo cai em meio a incertezas sobre tarifas de Trump

Os preços do petróleo caíram mais de 2% nesta quinta-feira (10), com os investidores avaliando o impacto potencial das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o crescimento econômico global.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$68,64 por barril, com uma queda de US$ 1,55, ou de 2,21%. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) terminou em US$ 66,57 por barril, com uma queda de US$ 1,81, ou de 2,65%.

Trump também anunciou planos de tarifas sobre cobre, semicondutores e produtos farmacêuticos. Seu governo enviou cartas tarifárias para as Filipinas, Iraque e outros países, somando-se a mais de uma dúzia de cartas nesta semana, inclusive para os poderosos fornecedores dos EUA, Coreia do Sul e Japão.

O histórico de Trump de recuar em relação às tarifas fez com que o mercado se tornasse menos reativo a esses anúncios, disse Harry Tchilinguirian, chefe do grupo de pesquisa do Onyx Capital Group.

Os formuladores de políticas continuam preocupados com as pressões inflacionárias das tarifas de Trump, com apenas “algumas” autoridades na reunião de 17 e 18 de junho do Federal Reserve dizendo que achavam que as taxas de juros poderiam ser reduzidas já neste mês, segundo a ata da reunião divulgada na quarta-feira (9).

As taxas de juros mais altas tornam os empréstimos mais caros e podem reduzir a demanda por petróleo.

— Com informações de Reuters

Embraer (EMBR3) cai quase 4% com pressão de tarifa de Trump; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta-feira (10)

A ponta negativa foi liderada por Embraer (EMBR3), considerada a empresa mais impactada pela tarifa de 50% à importação de produtos brasileiros nos EUA.

O UBS BB estima um impacto de aproximadamente US$ 70 milhões nos custos da Embraer e um impacto de 13% no lucro líquido de 2026 para cada aumento de 10% nas tarifas.

Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quinta-feira (10):

> Embraer (EMBR3): -3,70%, a R$ 75,32

> Itaú Unibanco (ITUB4): -3,08%, a R$ 35,25

> Cosan (CSAN3): -3,03%, a R$ 6,41

> B3 (B3SA3): -2,83%, a R$ 14,07

> Magazine Luiza (MGLU3): -2,46%, a R$ 8,34

Marfrig (MRFG3) sobe mais de 6%; confira as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (10)

As ações das companhias de commodities metálicas figuraram entre as maiores altas do Ibovespa com apoio do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity fechou em alta de 3,67%, a 763 yuans (US$ 106,33) por tonelada na Bolsa de Dalian, na China.

A ponta positiva do Ibovespa, porém, foi liderada por Marfrig (MRFG3), em movimento de recuperação e na expectativa da assembleia com as acionistas para a aprovação da fusão com BRF (BRFS3) prevista para a próxima semana.

Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (10):

> Marfrig (MRFG3): +6,38%, a R$ 24,00

> CSN (CSNA3): +5,04%, a R$ 8,33

> CSN Mineração (CMIN3): +2,99%, a R$ 5,16

> Localiza (RENT3): +2,46%, a R$ 38,25

> Bradespar (BRAP4): +2,41%, a R$ 16,55

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Varejo brasileiro registra queda de 4,2% na comparação entre maio e junho, aponta Índice do Varejo Stone

As vendas do comércio brasileiro apresentaram uma queda de 4,2% em junho na comparação com maio, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi ainda maior, de 4,6%. No acumulado do primeiro semestre de 2025, o volume de vendas do varejo registra baixa de 0,5% em comparação com o segundo semestre de 2024.

No recorte entre o comércio digital e físico, o comércio digital apresentou retração de 4,5% em junho, enquanto o varejo físico também recuou, com queda de 3,4%. No comparativo anual, o digital encolheu 10,6%, e o físico teve recuo de 4%.

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Ibovespa cai com ‘tarifaço’ de Trump, mas Vale (VALE3) e recordes de Wall Street limitam perdas; dólar sobe a R$ 5,54

O Ibovespa (IBOV) engatou a quarta sessão consecutiva de perdas com o “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. As perdas, porém, foram limitadas pelo forte avanço de Vale (VALE3) e a renovação de recordes dos índices de Wall Street.

Nesta quinta-feira (10), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 0,54%, aos 136.743,26 pontos, 

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Fechamento do Ibovespa (preliminar)

O Ibovespa fechou a quinta-feira (10) em baixa de -0,48%, aos 136.823,29 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.

Dólar sobe a R$ 5,54 com ‘tarifaço’ de Trump sobre o Brasil

O dólar engatou forte alta pela segunda vez consecutiva com as tarifas de importação anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nesta quinta-feira (10), o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,5452, com alta de 0,78%.

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>> Dólar à vista fecha a R$ 5,5452, com alta de 0,78%
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A ‘mira’ de Trump para o Brasil: Os impactos das tarifas para cada setor do agro; há impulso para o Brics?

O Brasil foi pego de surpresa no começo da noite de quarta-feira (9) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% para o país. Até o momento, o agronegócio parece um dos setores mais afetados pelas medidas.

Trump, em carta enviada para Lula, citou a “forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro“ como justificativa para a adoção das medidas.

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Fávaro vê ‘ação indecente’ do governo dos EUA e diz que Brasil buscará outros mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, chamou de “ação indecente” as tarifas de 50% contra o Brasil anunciadas na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o governo está “agindo de forma proativa” para buscar outros mercados.

“Telefonei para as principais entidades representativas dos setores mais afetados, o setor de suco de laranja, o setor de carne bovina e o setor de café, para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula…”, disse ele.

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Magalu (MGLU3), Azzas 2154 (AZZA3) e outras varejistas recuam com tarifa de Trump; quais são mais impactadas?

Ações do varejo performam na ponta negativa do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (10), com o mercado digerindo o anúncio dos Estados Unidos de uma tarifa de 50% sobre as exportações do Brasil.

Por volta de 16h (horário de Brasília), Azzas 2154 (AZZA3) caía 2%, a R$ 36.26. Já Magazine Luiza (MGLU3) recuava 2,11%, a R$ 8,37, Assaí (ASAI3) caía 2,03%, a R$ 10,16 e Alpargatas (ALPA4) tinha queda de 2,74%, a R$ 8,52.

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Lula assina decreto que reduz IPI para carros com maior eficiência energética

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quinta-feira (10) decreto que prevê a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados para carros que tiverem maior capacidade de reciclagem e emitam menos gases de efeito estufa, disse o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

Nota da Presidência explica que o decreto cria a modalidade de carro sustentável, “no qual veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental e fabricados no Brasil terão o IPI zerado”.

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Inflação dá sinais de inflexão, mas BC precisa de mais para cortar a Selic, diz economista-chefe do Daycoval

A inflação brasileira dá sinais de que está em rota de inflexão, afirma o economista-chefe do Daycoval, Rafael Cardoso. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho subiu 0,24%, praticamente em linha com a projeção do banco, de 0,23%.

Os principais impactos do índice vieram como o esperado, com destaque para a deflação no grupo de alimentação, puxada por uma queda dos preços das carnes. Já entre os preços administrados, os movimentos seguiram o script: “sabíamos que a gasolina iria para baixo e também sabíamos do impacto importante de energia elétrica para cima.”

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