Tesouro Nacional

Tesouro suspende leilões em meio à tensão no mercado após eleição de Lula

26 out 2026, 9:55
Moedas de R$1 tesouro nacional
(Imagem: REUTERS/Bruno Domingos)

O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (26) o cancelamento dos leilões tradicionais de títulos públicos indexados à inflação e prefixados, previstos para terça-feira (27) e quinta-feira (29), respectivamente.

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A decisão ocorre no primeiro dia útil após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à expectativa de forte volatilidade no mercado financeiro brasileiro, com investidores atentos ao risco de acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na Bolsa em momentos de quedas acentuadas.

Inclusive, diante desse cenário, a B3 anunciou mudanças excepcionais nos limites de oscilação dos contratos futuros de dólar e Ibovespa para o pregão desta segunda-feira.

As mudanças ocorrem em meio à reação negativa dos ativos brasileiros negociados no exterior após o resultado eleitoral. O movimento reflete a revisão das expectativas dos investidores para a política econômica e fiscal do próximo mandato.

Pelas regras da B3, uma queda de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior provoca a interrupção das negociações por 30 minutos. Caso o índice recue 15%, após a retomada, ocorre uma segunda paralisação, de uma hora. Uma queda de 20% permite à Bolsa determinar uma suspensão por prazo a ser definido.

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A alteração dos limites dos contratos futuros não modifica essas regras de circuit breaker do mercado à vista.

Tesouro mantém leilão de títulos atrelados à Selic

Apesar do cancelamento das ofertas de títulos prefixados e indexados à inflação, o Tesouro manteve o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), papéis remunerados pela taxa Selic, previsto para terça-feira (27).

As condições da operação serão divulgadas no site do Tesouro Nacional, seguindo as mesmas regras dos leilões ordinários.

“O Tesouro Nacional continuará monitorando as condições de mercado e atuará de forma a assegurar o bom funcionamento do mercado de títulos públicos e de outros ativos relacionados”, informou o órgão em comunicado.

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Em momentos de maior volatilidade, investidores podem exigir taxas mais elevadas para financiar o governo, aumentando o custo de emissão de novos títulos públicos. O cancelamento das ofertas permite ao Tesouro evitar a contratação de dívida prefixada ou indexada à inflação nas condições de mercado dessas datas.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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