Copa do Mundo

Torcedores brasileiros questionam as escolhas de Ancelotti como técnico da seleção

16 jun 2026, 15:04 - atualizado em 16 jun 2026, 15:04
Carlo Ancelotti na convocação da seleção brasileira — @rafaelribeirorio, CBF
Carlo Ancelotti — @rafaelribeirorio, CBF

Depois da estreia com empate da seleção brasileira no último sábado, muitos torcedores ficaram descontentes com o resultado e a performance do time. Questionamentos sobre a estratégia do técnico Carlo Ancelotti também vieram à tona.

Uma das escolhas mais polêmicas do treinador foi não colocar Endrick em campo — especialmente após o jogador ter anotado o gol da vitória no último amistoso da seleção antes da Copa.

Treinador da seleção

Há cerca de um ano, o italiano Carlo Ancelotti foi anunciado como novo técnico que comandaria a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026.

A escolha de um estrangeiro como técnico da equipe brasileira dividiu opiniões. O italiano é o primeiro não brasileiro a comandar a seleção em um Mundial.

Até abril deste ano, de acordo com uma pesquisa promovida pela Quaest, quase 30% dos brasileiros reprovavam do trabalho de Ancelotti como técnico da seleção.

Com a crescente expectativa no período que antecede a Copa do Mundo e os resultados positivos da seleção em amistosos oficiais da Fifa, as opiniões parecem ter mudado um pouco.

Em 31 de maio, o Brasil goleou o Panamá por 6 a 2. Dias antes do início da Copa, Ancelotti comandou o time na vitória por 2 a 1 sobre o Egito.

Diante disso, dias antes da estreia da seleção e início do Mundial, o número de brasileiros que desaprovam Ancelotti caiu pela metade, para apenas 14%.

Em contrapartida, de abril para junho deste ano, o número o percentual de brasileiros que aprovam o trabalho do treinador subiu de 41% para 58%.

Aqueles indiferentes ao trabalho do italiano à frente da seleção permanecem na faixa abaixo dos 30%.

CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN

Em campo

Desde que assumiu seu cargo Ancelotti foi firme em sua posição de não convocar Neymar Jr.

O jogador do Santos não foi parte de nenhumas das equipes testadas pelo italiano desde que assumiu como técnico, em 2025.

No entanto, em meio às lesões de atacantes como Rodrygo e Estevão e à pressão do público e de parte da imprensa brasileiro, Neymar apareceu na lista final de jogadores convocados para a Copa do Mundo 2026.

As opiniões quanto à convocação de Neymar são bem divididas . Com menos de 10% dos brasileiros indiferentes à sua participação no time, 53% dos entrevistados aprovam a convocação do jogador. Outros 38% são contra.

Em recuperação de uma lesão na panturrilha, sofrida em um jogo pelo Santos em 17 de maio, Neymar ainda não têm previsão para voltar a campo.

Estreia da seleção brasileira

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, no último sábado, não serviu como uma boa vitrine para o técnico italiano diante da torcida brasileira.

Depois de a seleção sair atrás no placar e buscar o empate contra o Marrocos, Ancelotti foi questionado por suas escolhas táticas. Principalmente pela opção de não colocar Endrick em campo enquanto a partida caminhava para um empate indigesto.

Ancelotti e Endrick trabalharam juntos por uma temporada, antes de o italiano assumir a seleção brasileira, no Real Madrid.

Recém-chegado à Europa, pode se dizer que Endrick não caiu nas graças do treinador. Em 37 jogos sob Ancelotti no Real Madrid, Endrick jogou apenas 847 minutos, uma média de quase 23 minutos por partida, de acordo com levantamento da ESPN.

Resta saber se Ancelotti manterá a Endrick no banco na segunda rodada da fase de grupos. O Brasil entrará em campo novamente na sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti.

Pesquisa

As informações usadas no texto foram retiradas da pesquisa nacional da Copa do Mundo 2026 realizada pelo instituto Quaest.

A coleta de dados foi feita entre 5 e 8 de junho. A Quaest realizou 2.004 entrevistas. Elas foram feitas por coleta domiciliar. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.
Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.

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