Após decisão do Fed, Trump diz que juros nos EUA deveriam ser ‘de 1% ou menos’ e pede corte ‘rápido’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 16, que as taxas de juros no país deveriam ser de 1% ou menos, pois os EUA têm o melhor crédito do mundo “de longe”. As falas ocorrem após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aumentar as taxas em 25 pontos-base (pb), elevando-as para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
“Nosso país está em plena expansão com novos investimentos! Se parássemos de negociar com todos os países com os quais temos déficit – o que inclui a maioria deles -, ganharíamos, no mínimo, US$ 1,5 trilhão por ano”, escreveu Trump na Truth Social.
Segundo ele, os EUA estão “sustentando” quase todos os países do mundo, e isso não pode mais continuar.
“Reduzam as taxas de juros dos Estados Unidos da América, e rápido!”, instou ele.
Juros subiram mais cedo
Mais cedo, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) subiu em 0,25 p.p os juros de referência dos Estados Unidos (EUA), para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. Trata-se da primeira elevação de juros desde 2023. A decisão foi unânime.
No comunicado, o banco central afirmou que a atividade econômica segue avançando em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada.
Na coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, deixou claro que o principal incômodo está nos preços.
“O fato simples é que a inflação está alta demais e permanece assim há tempo demais”, afirmou. “Inflação é uma escolha, e hoje demos um passo para entregar estabilidade de preços”.
Apesar do tom mais duro contra a inflação, Warsh evitou indicar se a decisão desta quarta-feira abre caminho para uma sequência de altas.
“Eu não sou adepto de forward guidance“, afirmou. “Não vou antecipar nenhuma decisão que possamos tomar no futuro.”
* Com informações da Reuters