Comprar ou vender?

Ultra (UGPA3): JP Morgan aponta 2 motivos para comprar ação e calcula potencial de alta de 52%

07 jan 2025, 15:13 - atualizado em 07 jan 2025, 15:13
ultra
(Imagem: YouTube/Grupo Ultra)

O JP Morgan elevou a classificação do Grupo Ultra (UGPA3) para overweight, equivalente a compra, destacando a resiliência e o crescimento estratégico da companhia. O preço-alvo é de R$ 24 por ação, o que representa um potencial de alta de 52% ante o preço de fechamento na segunda-feira (6), de R$ 15,84.

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Em reação, os papéis da companhia performam na ponta positiva do Ibovespa (IBOV) no pregão desta terça-feira (7). Por volta de 15h (horário de Brasília), UGPA3 avançava 4,10%, a R$ 16,49. Acompanhe o tempo real.



Para o JP Morgan, após a companhia enfrentar contratempos operacionais nos últimos anos, a adminsitração retornou ao básico, focando em melhoria das margens de distribuição de combustível, expansão da presença da Ultracargo e fortalececimento do posicionamento da Ultragaz no mercado de gás.

Apesar das movimentações da companhia, o banco destaca que o Grupo Ultra teve um desempenho inferior, desvalorizando mais de R$ 30 por ação e perdendo metade de seu valor desde os picos do primeiro trimestre de 2024.

“Em nossa opinião, esse movimento é exagerado e vemos a UGPA como uma oportunidade de investimento atraente”.

Resiliência e crescimento estratégico do Grupo Ultra

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Os analistas do JP Morgan avaliam que segmento de distribuição de combustíveis no Brasil foi impactado por diversas irregularidades, como liminares permitindo a importação de combustíveis com alíquotas menores, menor mix de biodiesel, reduzindo custos para outros nomes do setor, entre outros.

Neste cenário, destacam que a falta de fiscalização e de condições competitivas iguais prejudicaram as distribuidoras maiores.

Somado a isso, o aumento das taxas de juros no Brasil, significaram um desempenho negativo para o setor em 2024. No entanto, apesar desse cenário, os analistas ressaltam que a Ipiranga tem mostrado resultados consistentes ao focar em postos de gasolina com demanda sólida, entregando uma margem de produção consistente.

“Em outras palavras, apesar do ambiente de negócios desafiador, a administração conseguiu manter a lucratividade estável do negócio de distribuição de combustíveis. Além disso, também vemos um potencial ponto positivo nos números, pois a Ultra ainda pode reconhecer créditos fiscais de LC 192 e 194, o que deve diminuir seus impostos de caixa nos próximos trimestres”, ponderam.

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No relatório, o JP Morgan aponta ainda que a Ultra tem sido bem-sucedida em sua estratégia, entregando expansão de margem e volumes sólidos.

Na visão dos analistas, o mercado de gás no Brasil se tornou mais racional, o que permite que a administração se concentre em sua estratégia para fortalecer sua excelência operacional por meio de melhoria da rede de revendedores; expansão de clientes corporativos; desenvolvimento de canais digitais; e investimento em eficiência operacional e atendimento ao cliente.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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