Vale (VALE3) amplia produção e vendas no 2T26, com melhor desempenho para o período desde 2018 no minério de ferro
A Vale (VALE3) confirmou a esperada recuperação operacional no segundo trimestre de 2026 e registrou aumento da produção e das vendas em seus principais segmentos de negócios. No minério de ferro, a companhia alcançou seu melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2018, enquanto cobre e níquel também apresentaram crescimento na comparação anual.
A produção de minério de ferro somou 84,3 milhões de toneladas (Mt) entre abril e junho, alta de 0,8% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 20,9% na base trimestral. Segundo a mineradora, o resultado foi sustentado pelo recorde de produção em S11D e pelos maiores volumes provenientes dos projetos Capanema e VGR1.
As vendas de minério de ferro alcançaram 79,7 Mt, avanço de 3,1% na comparação anual, refletindo tanto o aumento da produção quanto a comercialização de estoques formados em trimestres anteriores.
Já a produção de pelotas recuou 7%, para 7,3 Mt, devido à suspensão temporária das operações das plantas de Omã durante parte do trimestre, em razão da evolução do conflito no Oriente Médio e das restrições logísticas associadas. A companhia informou que a produção foi parcialmente retomada no fim de junho.
Nos metais básicos, a produção de cobre atingiu 98,4 mil toneladas (kt), crescimento de 6,3% na comparação anual e o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2017. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos ativos brasileiros, com produção recorde para o período em Salobo e maior produção em Sossego. As vendas cresceram 9,7%, para 97,6 kt.
A produção de níquel totalizou 42 mil toneladas, alta de 4,2% em um ano, favorecida pelo maior desempenho de Onça Puma e pela produção recorde da refinaria de Long Harbour. O avanço compensou os impactos da manutenção programada nas instalações de Sudbury, no Canadá. As vendas do metal aumentaram 7,2%, para 44,4 kt.
A Vale também registrou melhora nos preços realizados de seus principais produtos. O preço médio do minério de ferro fino ficou em US$ 95 por tonelada, alta de 11,6% na comparação anual. No cobre, o preço médio realizado subiu 56,5%, para US$ 14.062 por tonelada, enquanto o níquel avançou 14,3%, para US$ 18.061 por tonelada.
Entre os sistemas de mineração, o Sistema Sudeste foi o principal destaque, com produção de 24,3 Mt, alta de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025, impulsionada pelo avanço do ramp-up de Capanema, pelo aumento da produtividade em Alegria e pela retomada das operações em Água Limpa. No Sistema Norte, a produção caiu para 39,6 Mt devido à menor disponibilidade de minério em Serra Norte, mas o complexo S11D registrou recorde de 23,4 Mt para um segundo trimestre.
A companhia manteve seu guidance para 2026, projetando produção entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro, entre 350 mil e 380 mil toneladas de cobre e entre 175 mil e 200 mil toneladas de níquel.