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Vale (VALE3): CFO prevê trégua nos custos no 4T26 e revela estratégia que já ‘poupou’ US$ 3 bilhões

30 out 2026, 14:11 - atualizado em 30 out 2026, 14:23
vale vale3 day trade
(Imagem: Reuters)

Depois de enfrentar pressão nos custos no terceiro trimestre de 2026 (3T26), principalmente devido à alta dos preços do petróleo, a Vale (VALE3) espera estabilidade desses indicadores no quarto trimestre.

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Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (30), o CEO Gustavo Pimenta e a diretoria da companhia detalharam as estratégias adotadas pela mineradora para conter os custos e proteger sua competitividade.

“Nosso foco não é simplesmente produzir mais toneladas, mas entregar os volumes certos, com o custo e a qualidade certos, para maximizar a criação de valor”, afirmou Gustavo Pimenta.

Cabe lembrar que a Vale tem sofrido com a aceleração do petróleo por causa do bunker, o combustível que os navios usam para realizar o frete marítimo. Em relação ao mesmo período do ano passado, a cotação do barril do Brent acelerou cerca de 34%, para uma média de US$ 91,29, embora tenha havido recuo de 5,6% frente aos três meses imediatamente anteriores.

Ao mesmo tempo, a fraqueza nos preços do minério também viraram um problema para a mineradora, como está detalhado nesta outra reportagem do Money Times. A expectativa da companhia é que os custos do negócio de minério de ferro permaneçam dentro das faixas de projeção para o ano.

  • No 2T26, a Vale revisou para cima o guidance de custos de produção do minério. Para o custo caixa C1, que abrangem as despesas da mina ao porto, a previsão passou a ser de US$ 22,50 a US$ 23,50 por tonelada, enquanto a estimativa para o custo all-in — que incluem outros componentes, como o frete marítimo —ficou entre US$ 58 e US$ 62 por tonelada.
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De acordo com o CFO, Marcelo Bacci, a Vale tem trabalhado para compensar pressões inflacionárias e custos mais elevados de diesel e combustível marítimo. Além das iniciativas de produtividade, a companhia aposta em contratos de transporte e operações de hedge para reduzir a exposição às oscilações do mercado.



Como a Vale luta para se proteger das oscilações?

A estratégia da Vale combina contratos de frete de longo prazo (hedge) e vantagens operacionais da frota. Cerca de 75% das necessidades de transporte marítimo da companhia estão cobertas por contratos de longo prazo; para 2027, a cobertura já supera 80%. A empresa também usa acordos futuros de frete (FFAs) e hedge de petróleo para reduzir a exposição às oscilações do mercado.

O efeito dessas proteções apareceu nos custos do terceiro trimestre. O frete realizado foi de US$ 22,80 por tonelada, mas caiu para US$ 21,40 por tonelada quando considerados os efeitos de caixa do hedge de petróleo e dos FFAs. Da mesma forma, o custo all-in do minério de ferro, de US$ 60,40 por tonelada, recuou para US$ 59,00 por tonelada após esses ajustes.

A Vale estima que sua estratégia marítima de longo prazo tenha evitado cerca de US$ 3 bilhões em custos em 2026.

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No petróleo, a companhia informou ter protegido cerca de 70% da exposição prevista para o quarto trimestre de 2026, a um preço médio próximo de US$ 79 por barril. Para 2027, a cobertura era de aproximadamente 67%, a cerca de US$ 78 por barril. Os preços médios consideram contratos a termo de Brent e de combustível marítimo.

No câmbio, a Vale tinha cerca de US$ 700 milhões de exposição ao real protegida no quarto trimestre, a uma taxa média próxima de R$ 5,80 por dólar. Para 2027, a proteção abrangia aproximadamente US$ 5 bilhões, à taxa média de R$ 5,70.

Segundo a Vale, o programa de hedge gerou US$ 249 milhões em benefícios de caixa no terceiro trimestre e US$ 702 milhões nos nove primeiros meses de 2026. O valor acumulado inclui US$ 456 milhões ligados ao petróleo, US$ 210 milhões ao câmbio e US$ 36 milhões em outras operações.

A composição da frota também contribui para reduzir as despesas: navios maiores e mais eficientes consomem menos combustível por tonelada transportada.

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Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025 e 2026, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. A cobertura atual é de empresas abertas na bolsa de valores, com foco em blue chips. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025 e 2026, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. A cobertura atual é de empresas abertas na bolsa de valores, com foco em blue chips. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

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