Destaques da Bolsa

Vale (VALE3) salta 2%: o que está por trás da alta?

08 set 2026, 12:06
VALE REUTERS morning mercados ibovespa wall street
Logotipo da Vale (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

As ações da Vale (VALE3), um dos pesos-pesados do Ibovespa (IBOV), operam em forte alta nesta terça-feira (8), em dia de ‘trade eleitoral’.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 11h30 (horário de Brasília), VALE3 subia 2,06%, a R$ 80,24. Na máxima intradia, os papéis atingiram avanço de 3,14% (R$ 81,09).

Na esteira, Bradespar (BRAP4), importante acionista da mineradora, subia 2,98%, a R$ 23,15, no mesmo horário. Enquanto isso, o IBOV tinha ganho de 2,05%, aos 188.961,37 pontos.

Na avaliação de Ruy Hungria, analista da Empiricius Research, o desempenho positivo da ação deve-se a uma combinação de fatores: valorização das commodities metálicas e entrada de fluxo estrangeiro com apostas sobre as eleições.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China, o contrato mais negociado do minério de ferro encerrou o pregão com alta de 1,36%, a 744,5 yuans (US$ 110,94) por tonelada, nível mais alto desde 28 de julho. O cobre também opera nas máximas históricas, acima de US$ 14,5 mil por tonelada na Bolsa de Metais de Londres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cobre tem papel fundamental na agenda de transição energética, com a construção de data centers, carros elétricos, usinas renováveis, por exemplo. “Essa é uma demanda estrutural e deve continuar beneficiando os produtores de cobre por bastante tempo”, avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus.

“Entre esses produtores está a Vale, que tem a meta de dobrar a produção de cobre até 2035, para 700 mil toneladas/ano. Em nossa visão, há um duplo benefício para a mineradora nessa estratégia. O mais óbvio é que ela se beneficia da venda de um produto com preços cada vez maiores e mais rentáveis”, acrescenta.

Além disso, há o ‘trade eleitoral‘, com investidores apostando em uma eventual mudança de governo em 2027 após pesquisas eleitorais recentes.

VALE3 tende a ser beneficiada pela entrada de fluxo na bolsa, por combinar exposição ao minério de ferro, à China e ao ciclo global de commodities, funcionando como um dos principais veículos para investidores internacionais aumentarem sua exposição ao Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Diante do fluxo estrangeiro positivo no Brasil e altas generalizadas, a VALE3 aparece como uma alternativa de altíssima qualidade e capaz de absorver o fluxo com sua relevante liquidez e volume financeiro”, destaca Lucas Xavier, head de mesa de renda variável e sócio da AW Capital.

IPO da Vale Base Metals

Mais cedo, a mineradora afirmou que não há decisão tomada sobre uma eventual oferta pública de ações (IPO) envolvendo a Vale Base Metals (VBM) ou qualquer outra transação específica relacionada à estrutura de capital da sua unidade de metais básicos.

O esclarecimento acontece após rumores de que a companhia havia desistido do IPO. Na semana passado, o portal canadense The Globe and Mail noticiou que a Vale teria optado por suspender, por tempo indeterminado, os planos de abrir o capital da Vale Base Metals.

Na avaliação de Ruy Hungria, da Empiricus, a notícia sobre o IPO não trouxe nenhuma novidade ao mercado e, por isso, não está ‘fazendo preço’. “O discurso nos últimos meses sempre foi de ‘estamos melhorando o operacional e não há nada no pipeline. Um dia, quem sabe, faremos IPO”, afirma Hungria.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar