Tecnologia

Safra eleva preço-alvo das ações da Nvidia (NVDA) e vê potencial de alta de 52%; veja os motivos

08 set 2026, 11:47
Nvidia morning agenda ibovespa wall street
(Foto: Reuters/Dado Ruvic)

O Safra elevou o preço-alvo das ações da Nvidia (NVDC34/NVDA) de US$ 320 para US$ 350, o que representa uma valorização potencial de 52% em comparação ao preço atual de cerca de US$ 230,36. Apesar de alguns investidores seguirem questionando uma possível bolha de inteligência artificial (IA), o banco vê oportunidade no aumento da demanda por infraestrutura de IA agêntica (Agentic AI).

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O Safra destaca que os compromissos de fornecimento da Nvidia cresceram significativamente, passando de cerca de US$ 119 bilhões no trimestre anterior para aproximadamente US$ 279 bilhões, com potencial de alcançar US$ 350 bilhões.

Do montante, mais de metade está relacionado a componentes de memória, que são essenciais para o processamento de IA.

Estimativa de crescimento de 70% é conservadora para o Safra

A previsão de crescimento de cerca de 70% para o ano fiscal de 2028 é considerada conservadora pelo Safra. Apesar de ser um número sonhada por muitas empresas, clientes indicam que a receita poderia chegar a quase o dobro desse valor, caso a companhia consiga ampliar sua capacidade produtiva.

O Safra também vê a ação da Nvidia como descontada em termos de valuation. Segundo o banco, os papéis negociam a cerca de 14 vezes o lucro projetado para o ano fiscal de 2028, abaixo das aproximadamente 19 vezes do S&P 500, mesmo com uma trajetória de expansão e geração de caixa superior à de grande parte das empresas de tecnologia.

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Na visão dos analistas, o mercado já precifica boa parte das preocupações relacionadas à inteligência artificial, enquanto subestima o potencial de lucro da companhia, que poderia atingir receita próxima de US$ 1 trilhão e lucro por ação (LPA ou EPS) de cerca de US$ 23 até o ano fiscal de 2029, segundo o modelo GAAP de declaração de balanço.

O banco também revisou as margens brutas GAAP da Nvidia para 73,7% em 2027 e 72,4% em 2028, refletindo custos de insumos mais altos que a empresa está absorvendo parcialmente para manter um custo total de propriedade atraente para seus clientes.

Apesar de surpreender o mercado após a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26), alguns investidores seguem questionando uma possível bolha de IA e quando os retornos chegarão.

“Entre os riscos mencionados no relatório, estão a possibilidade de uma implantação mais lenta da infraestrutura de IA, a insuficiência de capacidade para componentes críticos como memória HBM, substrato, wafer e embalagens avançadas, além da inflação de custos que pode ultrapassar o previsto nos acordos de longo prazo”, dizem os analistas.

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Também há preocupações com a maior adoção de aceleradores personalizados, que podem reduzir a participação da companhia no mercado, desafios na execução das transições anuais de arquitetura, maior exposição do balanço devido a garantias de infraestrutura e contratos de participação em receita, além de possíveis restrições geopolíticas

*Sob supervisão de Renan Sousa

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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