Amazônia

‘Vamos mandar os dados para o cidadão do comércio dos EUA’, diz Lula sobre queda no desmatamento na Amazônia

11 jun 2026, 12:27 - atualizado em 11 jun 2026, 12:27
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede dados sobre desmatamento contra embargos (Reuters/Anderson Coelho)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao embate contra os Estados Unidos e pediu aos representantes do governo que enviem os dados sobre a queda no desmatamento da Amazônia, divulgados nesta quinta-feira (11), a representantes comerciais daquele país para contestar possíveis tarifas contra o Brasil. Lula pediu ainda a comparação dos dados do Brasil nos setores ambiental e trabalhista como contraponto às ameaças comerciais.

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“Vamos pegar os dados e mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos e comparar com o que acontece lá, para justificar se há motivo para uma taxação maior. Eles não sabem o trabalho que nós temos feito para chegar ao desmatamento zero até 2030”, disse “Não é COP, não é ONU. É nossa meta, é questão de justiça”, disse o presidente no evento em que foram apresentados os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Brasília (DF).

Segundo o Inpe, houve uma queda de 61,4% no desmatamento na Amazônia em maio ante igual mês do ano passado. É a maior redução mensal da série tanto em termos porcentais quanto em números absolutos. No período de dez meses, houve uma redução de 37,5% no desmatamento na região, menor valor para esse período.

Lula citou a parceria e compromissos assinados com prefeitos da região amazônica para o combate ao desmatamento a partir dos municípios. “Colocamos prefeitos no mesmo nível de igualdade de representantes do Ministério do Meio Ambiente, passamos a oferecer ajuda financeira para ter condições de agir e o resultado foi extremamente positivo”, disse.

Dados apresentados no evento apontam que durante os três anos de parcerias com 71 municípios houve uma queda de 65,5% do desmatamento nas regiões atendidas.

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Trabalho

Além do ambiental, o presidente defendeu também a comparação entre Brasil e Estados Unidos na questão trabalhista, um dos pontos utilizados por representantes daquele país para anunciar uma tarifa de 12,5% contra produtos de 60 países, entre eles o Brasil.

“Vamos comparar os direitos dos trabalhadores americanos e brasileiros. Estamos negociando com alguém que não tem parâmetro e não se comporta de forma adequada para negociar”, afirmou.

No restante do discurso, Lula repetiu os ataques ao presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, com a retórica de que a guerra do governo brasileiro é a da narrativa e de que o líder estadunidense “não foi eleito para ser imperador do mundo”.

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“A gente não quer briga, respeito, igualdade ecivilidade para o comércio entre os dois países”, concluiu.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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