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Varejo sofre com juros altos e consumidor endividado no 1T26, diz BTG; veja as empresas que se salvam

17 maio 2026, 10:00 - atualizado em 15 maio 2026, 14:08
Vendas no Varejo, IBGE, Economia, Brasil
O relatório afirma que o problema atual deixou de ser apenas conjuntural e passou a refletir uma deterioração estrutural da capacidade de consumo das famílias brasileiras. (Imagem: PhotoMix-Company/Pixabay/Canva)

Os resultados do varejo brasileiro vieram mais fracos no primeiro trimestre de 2026, segundo o BTG Pactual.

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A explicação central do banco é que o consumidor brasileiro perdeu capacidade de compra, impulsionada por três fatores: juros muito altos; famílias muito endividadas e inflação acumulada dos últimos anos.

O relatório afirma que o problema atual deixou de ser apenas conjuntural e passou a refletir uma deterioração estrutural da capacidade de consumo das famílias brasileiras.

Segundo o relatório, categorias consideradas defensivas continuam apresentando desempenho mais resiliente, enquanto segmentos ligados ao consumo discricionário seguem pressionados por demanda mais fraca, promoções mais intensas e baixa alavancagem operacional.

Entre os destaques positivos do trimestre, o banco cita a Raia Drogasil (RADL3), que voltou a apresentar forte crescimento de vendas e ganho de participação de mercado.

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A companhia registrou crescimento de 14,3% nas vendas mesmas lojas, além de expansão de margens e forte geração de caixa. O BTG destacou ainda a continuidade do crescimento das categorias de genéricos, OTC e medicamentos GLP-1.

A Smart Fit (SMFT3) também foi apontada como uma das principais vencedoras do trimestre. O banco destacou o crescimento resiliente da receita, EBITDA acima das expectativas e avanço estratégico do TotalPass, que segue ampliando participação dentro do ecossistema da companhia.

Outra empresa elogiada foi a Track&Field (TFCO4), que manteve crescimento consistente de vendas e rentabilidade saudável, sustentada pelo modelo de expansão via franquias e atuação no segmento premium.

No varejo alimentar, porém, o cenário permaneceu mais fraco. O relatório aponta que empresas do setor foram impactadas por um ambiente deflacionário em categorias básicas como arroz, leite, açúcar e feijão, o que reduziu o crescimento nominal das vendas.

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O Assaí (ASAI3) registrou queda de 0,9% nas vendas mesmas lojas, mesmo com volumes relativamente estáveis. Já o Grupo Mateus (GMAT3) apresentou crescimento de vendas de 12,9%, impulsionado pela aquisição do Novo Atacarejo, mas teve margem EBITDA abaixo das expectativas do banco.

No segmento de vestuário, os resultados foram mistos. A Lojas Renner (LREN3) foi destaque positivo após apresentar expansão de margem bruta e melhora na gestão de estoques.

Por outro lado, a Vivara (VIVA3) apresentou resultados considerados mistos. Apesar do crescimento robusto da receita e da expansão da margem bruta, o BTG apontou aumento relevante das despesas comerciais e sinais iniciais de resistência do consumidor aos reajustes de preços na linha Life.

Para o BTG, o desempenho do varejo brasileiro continuará altamente dependente da trajetória dos juros reais, da melhora das condições de crédito e da redução do endividamento das famílias.

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O banco afirma manter preferência por empresas com crescimento estrutural e execução consistente, especialmente nos segmentos de farmácias, fitness e marcas premium, enquanto segue mais cauteloso em relação a empresas mais cíclicas e alavancadas.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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