Empresas

Vem aí nova gigante farmacêutica? AstraZeneca negocia fusão com Bristol Myers Squibb; ações reagem

03 ago 2026, 16:56
Bandeira dos EUA ao lado do logotipo da AstraZeneca em Washington, D.C., em 21 de julho de 2025. REUTERS/Umit Bektas

O Financial Times noticiou, e a agência de notícias Reuters confirmou nesta segunda-feira (3) que houve conversas preliminares entre a anglo-sueca AstraZeneca e a norte-americana Bristol Myers Squibb para uma potencial fusão que criaria uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A notícia causou reação no mercado financeiro. As ações da Astra Zeneca (AZN) tombaram 8,96% na bolsa de Londres e operavam em forte queda na Nyse, chegando a quase -7% por volta das 16h45. Já as da Bristol Myers (BMY) operavam perto da estabilidade no mesmo horário, com leve alta de 0,23%.

Na sexta-feira (31), as duas empresas somavam uma capitalização de mercado de quase US$400 bilhões, com a AstraZeneca avaliada em US$264,11 bilhões e a Bristol Myers em US$133,41 bilhões.

Analistas e investidores questionavam a lógica do negócio, considerando não haver necessidade óbvia de uma aquisição transformadora para a Astra Zeneca, apesar de potenciais benefícios financeiros.

“Uma fusão com a Bristol não faz sentido estratégico nem financeiro”, disse Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment, acionista da AstraZeneca. “Muitas megafusões anteriores destruíram valor e não há necessidade aparente de a Astra fazer isso”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora a AstraZeneca tenha concluído este ano uma listagem direta na Bolsa de Valores de Nova York, ressaltando seu foco em seu maior mercado e seu objetivo de se beneficiar das avaliações mais altas nos EUA, um acordo com a Bristol Myers significaria, na prática, uma empresa britânica adquirindo uma das principais gigantes farmacêuticas dos EUA.

Manns disse que o presidente-executivo da AstraZeneca, Pascal Soriot, em seus 14 anos à frente da empresa, sempre priorizou a pesquisa e o desenvolvimento em detrimento do corte de custos. “Uma fusão perturbaria profundamente uma empresa bem administrada e com um pipeline completo”, alertou.

Analistas da Jefferies afirmaram em uma nota que estavam perplexos com as notícias sobre as negociações, considerando que a AstraZeneca possui um forte “perfil de crescimento e inovação”. “Se há uma empresa que não precisa de engenharia financeira, essa empresa é a AstraZeneca”, escreveram eles.

* Com informações da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar