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Wall Street cai com nova ofensiva dos EUA contra o Irã e avanço dos Treasuries

01 set 2026, 17:11 - atualizado em 01 set 2026, 17:14
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: iStock/KanawatTH)

Wall Street encerrou o pregão desta terça-feira (1) em queda com novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, aumento dos preços do petróleo e preocupações sobre os juros globais.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,79%, aos 52.767,59 pontos;
  • S&P 500: -0,71%, aos 7.631,54 pontos;
  • Nasdaq: -1,03%, aos 29.099,774 pontos.

Escalada das tensões geopolíticas

No início da tarde, o Comando Central dos EUA (Centcom, em inglês) confirmou relatos de que as forças norte-americanas iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã.

“Os ataques seguem tentativas recentes da IRGC contra navios mercantes no Estreito de Ormuz e contra militares americanos destacados na região”, afirmou a força armada em comunicado divulgado na rede social X.

Após a publicação, o presidente norte-americano Donald Trump disse que o mais recente ataque dos EUA ao Irã foi “justificado” e ameaçou com ataques mais intensos caso Teerã retaliasse.

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Segundo ele, os bombardeios são uma resposta à tentativa iraniana de instalar minas marítimas no estreito e ao lançamento de oito mísseis contra uma base militar dos EUA na Jordânia, todos supostamente interceptados.

Do outro lado, o Irã responderá aos ataques de hoje de “maneira intensa”, segundo a agência iraniana Tasnim.

Em reação, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 4,6%, a US$ 94,65 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no maior nível desde julho.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro também subiu 5,2%, a US$ 90,22 o barril.

Treasuries em alta

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Com a escalada dos preços do petróleo, os investidores aumentaram as preocupações com a inflação e reforçaram a precificação de uma alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) na próxima decisão, em 16 de setembro.

Em destaque, o rendimentos do título do Tesouro, Treasury, de 10 anos, referência global, atingiu 4,80%, o maior nível desde janeiro de 2025.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 66,2% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na próxima decisão. A probabilidade de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75% é de 33,8%.

Dados de emprego

Os dados de emprego ficaram em segundo plano. O relatório Jolts mostrou que as vagas de emprego em aberto aumentaram em 89 mil, chegando a 7.271 milhões no último dia de julho.

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Os economistas consultados pela Reuters previam 7.300 milhões de vagas não preenchidas em julho.

Os dados de junho foram revisados para baixo, passando de 7.359 milhões, conforme divulgado anteriormente, para 7.182 milhões de vagas não preenchidas, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho do país.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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