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Wall Street fecha sem direção única após Trump adiar novo ataque ao Irã

18 maio 2026, 17:03 - atualizado em 18 maio 2026, 17:09
Trump Wall Street ibovespa morning
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: REUTERS/Carlos Barria; Montagem: Money Times)

Os índices de Wall Street encerarram o pregão desta segunda-feira (18) sem direção única com as negociações entre os Estados Unidos e Irã no centro das atenções.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,32%, aos 49.686,12 pontos;
  • S&P 500: -0,07%, aos 7.403,02 pontos;
  • Nasdaq: -0,51%, aos 26.090,734 pontos.

O que movimentou Wall Street hoje?

As tensões entre os Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar neste fim de semana e repercutiram ao longo da sessão desta segunda-feira.

Ontem (17), opresidente norte-americano Donald Trump ameaçou novos ataques contra o país persa. “Para o Irã, o relógio está correndo, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não sobrará nada deles. O tempo é fundamental!”, escreveu em uma postagem na rede social Truth Social.

Já hoje, o Pasquistão, que tem atuado como mediador das negociações entre os dois países, enviou uma proposta do Irã aos EUA, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei.

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Ele disse que as opiniões de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, mas sem detalhes.

Ainda pela manhã, a agência de notícias Tasnim reportou que os EUA estariam dispostos a suspender temporariamente as sanções petrolíferas contra o Irã, enquanto o site Axios informou que Trump se reuniria com importantes assessores de segurança nacional nesta terça-feira (19) para discutir opções para retomar a ação militar.

No início da tarde, em entrevista ao New York Post no início da tarde, Trump disse que “não está aberto” a quaisquer concessões para Teerã.

Horas depois, o chefe da Casa Branca informou que adiou um novo ataque militar contra o Irã a pedido de autoridades do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

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“Fui solicitado pelo Emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, pelo Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e pelo Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã”, escreveu Trump em uma nova publicação na Truth Social.

Segundo ele, os líderes acreditam que um acordo será firmado em breve.

“Não realizaremos o ataque ao Irã programado para amanhã, mas os instruí ainda a estarem preparados para prosseguir com um ataque em grande escala ao Irã, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado”, acrescentou o presidente norte-americano citando o secretário da Guerra, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, General Daniel Caine e as Forças Armadas do país.

Em meio às incertezas, os preços do petróleo voltaram a subir e a aumentar o ‘estado de atenção’ aos possíveis choques inflacionários decorrentes de energia. O contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para julho encerrou o dia com alta de 2,60%, a US$ 112,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado nlorte-americano para junho subiram 3,33%, a US$ 104,38 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

De olho no setor de tecnologia

O setor de tecnologia também movimentou o pregão e puxou o Nasdaq para o tom negativo.

Em destaque, as ações da Seagate (STX) caíram mais de 10% durante o pregão após o CEO afirmar que as construção de novas fábricas ”levaria muito tempo”, em uma conferência do JP Morgan. Os papéis da companhia terminaram a sessão com queda de 6,87% (US$ 740,84).

O comentário exacerbou as preocupações de que a indústria de chips não tenha capacidade para atender à crescente demanda.

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Em reação, as ações da concorrente Micron Technology (MU) também amargam perdas com perda de 5,95% (US$ 681,54). Os papéis da Nvidia terminaram o dia com baixa de 1,33% (US$ 222,32).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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