Mercados

Wall Street fecha sem direção única após Fed e expectativa de guerra prolongada

29 abr 2026, 17:16 - atualizado em 29 abr 2026, 17:49
wall street Nasdaq S&P 500 Dow Jones EUA Estados Unidos
(Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Os índices de Wall Street encerraram sem direção única nesta quarta-feira (29) diante da manutenção de juros pelo banco central dos Estados Unidos, expectativas de guerra prolongada pressionando o petróleo e expectativas quanto aos balanços corporativos.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,57%, aos 48.861,81 pontos;
  • S&P 500: -0,04%, aos 7.135,95 pontos;
  • Nasdaq: +0,04%, aos 24.673,241 pontos.

O Dow Jones recuou pela quinta sessão consecutiva, enquanto o Nasdaq apresentou estabilidade à espera dos balanços das “Sete Magníficas”.

Negociações no Oriente Médio

O mercado seguiu atento às notícias sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, teve reunião com líderes da Chevron e de outras empresas de energia na terça-feira (28) para falar sobre medidas que poderiam ser tomadas para acalmar os mercados de petróleo se for necessário continuar o bloqueio aos portos iranianos por meses.

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Já hoje, Trump sinalizou nova ação militar dos EUA, ao afirmar que não será mais “bonzinho”. Segundo o site Axios, o Comando Central dos EUA preparou um plano para uma onda de ataques contra o Irã, com o objetivo de fazer o país persa negociar um acordo nuclear.

O presidente norte-americano afirmou hoje que as negociações com o Irã estão sendo conduzidas por telefone depois que ele cancelou uma viagem no fim de semana para que negociadores dos Estados Unidos fossem ao Paquistão para falar com autoridades iranianas.

Juros inalterados

O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) manteve os juros inalterados pela terceira vez consecutiva no intervalo entre 3,50% e 3,75. A reunião marcou a última decisão de Jerome Powell como chair do BC norte-americano.

A decisão de manutenção, no entanto, não foi unânime. Stephen Miran votou contra a manutenção e defendeu um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros já nesta reunião.

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Por outro lado, Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan concordaram com a manutenção dos juros, mas divergiram da sinalização de um possível afrouxamento monetário no comunicado, marcando o maior dissenso do Federal Reserve desde outubro de 1992.

Na avaliação do economista Carlos Lopes, do Banco BV, o que trouxe surpresa foi o dissenso na decisão. Para ele, a postura do Fed pode ser considerada mais flexível, ou dovish, por ainda manter uma expectativa de corte de juros ainda neste ano.

Por outro lado, há uma série de preocupações entre os diretores do BC norte-americano de que esse viés seja mais otimista diante da crise no Oriente Médio, diz.

“É uma decisão que reflete um momento de incerteza, mostra que muitos diretores não estão confortáveis com a decisão e, curiosamente, na última reunião do Powell há um dissenso como não era visto em cerca de 30 anos”, detalha Lopes, que acrescenta que essa união e coesão do Fed será um desafio para o próximo chair, Kevin Warsh.

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Além disso, Warsh, escolhido por Trump para comandar o Fed, superou um importante obstáculo processual nesta quarta-feira, abrindo caminho para suceder Powell nas próximas semanas com a aprovação pelo Comitê Bancário do Senado do encaminhamento da indicação de Warsh ao plenário da Casa, que é controlado pelos republicanos.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a expectativa de corte de juros seguiu mantida em dezembro de 2027, com probabilidade de 60,4% de redução. Pela manhã, as apostas pelo afrouxamento monetário para o mesmo período eram de 88,7%.

Balanços de big techs

O mercado aguarda ainda com atenção, após o fechamento do mercado, os balanços corporativos das big techs Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta Platforms, devido a receios com uma bolha de inteligência artficial (IA).

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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