Wall Street se recupera de queda pós-Fed com impulso tech; Nasdaq salta quase 3%
Os índices de Wall Street fecharam em forte alta com o alívio nos preços do petróleo e o impulso no setor de tecnologia, em especial da Microsoft e de empresas de semicondutores, em recuperação do derretimento após a decisão do Federal Reserve.
Em destaque, o Nasdaq, na máxima, chegou a alcançar os 25,171.443 pontos. Com isso, o índice interrompeu uma sequência de seis quedas.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,19%, aos 52.208,06 pontos;
- S&P 500: +1,66%, aos 7.437,63 pontos;
- Nasdaq: +2,78%, aos 25.122,177 pontos.
Após o fechamento do mercado, os balanços corporativos da Apple, Amazon e Coinbase também serão divulgados.
Microsoft
Grande responsável pela disparada do Nasdaq na sessão de hoje, a Microsoft (MSFT) fechou com salto de 15,51% após o balanço do segundo trimestre de 2026 agradar os investidores.
A empresa reportou receita de US$ 90,01 bilhões no período, superando as estimativas de US$ 87,62 bilhões, segundo a LSEG.
O crescimento do Azure, de 43%, superou as estimativas do StreetAccount de 40,2%. A empresa também afirmou que a receita do Azure no ano fiscal de 2026 ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez.
Conflito no Oriente Médio
Apesar da troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo recuaram com a notícia de que as negociações do país persa com Omã sobre o controle do Estreito de Ormuz seguem em andamento.
Além disso, no radar dos operadores, estão as propostas para uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer a cooperação em defesa na região do Mar Vermelho.
Segundo o Ministério da Defesa saudita, 14 países, incluindo Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti, emitiram uma declaração conjunta em apoio à proposta de coalizão multinacional de defesa marítima.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia em baixa de 1,37%, a US$ 86,88 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro cedeu 1,03%, a US$ 83,59 o barril.
Cenário macroeconômico
Os investidores também reagiram à uma série de dados divulgados, como o Produto Interno Bruto (PIB), que expandiu 1,5% no segundo trimestre, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam um crescimento de 1,8%, após o aumento de 2,1% no primeiro trimestre.
Já o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) caiu 0,1% na comparação mensal. No dado anualizado, a taxa de inflação subiu para 3,7%. Os resultados ficaram em linha com as expectativas do mercado.
Excluindo alimentos e energia, o núcleo do PCE registrou um aumento mensal de 0,1% e um nível anual de 3,3%, contra previsões respectivas de 0,2% e 3,3%.
De acordo com o Departamento do Trabalho, os pedidos de auxílio-desemprego na semana que terminou em 25 de julho foram de 197.000, um aumento de 9.000 em relação ao nível revisado da semana anterior.
Ontem, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.