Wall Street salta 1% com Treasuries longos e petróleo, mas aposta de alta pelo Fed ganha força
Os principais índices de Wall Street operavam em alta nesta sexta-feira (11) com os investidores de olho no alívio dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA longos, os Treasuries, e dos preços do petróleo.
O mercado acompanha ainda o avanço de 0,4% do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em agosto, o que elevou as apostas de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em setembro.
Confira o desempenho dos índices, por volta das 10h45 (horário de Brasília):
- S&P 500: +0,94%, aos 7.667,30 pontos;
- Dow Jones: +1,08%, aos 52.619,30 pontos;
- Nasdaq: +0,97%, aos 29.399,40 pontos.
O que mexe com Wall Street hoje?
Os mercados em Wall Street apresentam recuperação com a queda de quase 3% do barril de petróleo Brent, aos US$ 104,34. Na véspera o barril chegou a bater os US$ 108, maior nível em três meses.
O recuo da commodity alivia, em parte, a pressão sobre a inflação e reduz a preocupação com custos mais altos para empresas e consumidores, apesar de seguir acima de US$ 100.
Em contrapartida, os rendimentos dos Treasuries seguem no radar dos investidores, com o título de 2 anos, mais sensível à política monetária, avançando, enquanto os de médio e longo prazo operam em baixa. O rendimento de 10 anos opera a 4,926%, perto do nível de 5%.
O movimento ocorre após o dado de inflação dos Estados Unidos mostrar alta de 0,4% em agosto, em linha com as estimativas, depois de registrar avanço de 0,1% em julho. Ainda assim, a leitura reforçou a percepção de que o Fed pode elevar os juros na próxima semana.
A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 3,4%, em linha com o esperado pelo mercado. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.
O índice da gasolina subiu 3,9% em agosto, representando mais de um terço do aumento mensal de todos os itens. O índice de energia aumentou 2,1% no último mês.
Já o índice geral de itens, excluindo alimentos e energia, subiu 0,3% em agosto e 2,4% no ano, após um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior.
Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, o resultado, em linha com o esperado no índice cheio, mas acima do consenso no núcleo, reforça que o processo de desinflação nos Estados Unidos segue lento e ainda distante da meta de 2%.
Depois do dado, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, aponta probabilidade de 85,6% de alta nos juros em setembro pelo Fed, levando o juro básico para o intervalo de 3,75% a 4%.
Entre os destaques corporativos, a Oracle avança 1,46% após divulgar resultados fortes ligados à demanda por inteligência artificial (IA), o que reforçava o interesse do mercado pelo setor de tecnologia.