Mercados

Wall Street tem leve alta com expectativa de avanço nas negociações EUA-Irã e queda dos preços do petróleo

18 maio 2026, 10:33 - atualizado em 18 maio 2026, 10:39
Presidente dos EUA, Donald Trump morning agenda wall street ibovespa
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street começaram o pregão desta segunda-feira (18) em tom positivo com as negociações entre Estados Unidos e Irã no radar.

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Confira o desempenho dos índices logo após a abertura das negociações:

  • Dow Jones: +0,12%, aos 49.587,96 pontos;
  • S&P 500: +0,07%, aos 7.416,54 pontos;
  • Nasdaq: +0,08%, aos 26.245,785 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

As tensões entre os Estados Unidos e Irã voltaram a aumentar neste fim de semana.

No último domingo (17), o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou novos ataques contra o país persa. “Para o Irã, o relógio está correndo, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não sobrará nada deles. O tempo é fundamental!”, escreveu em uma postagem na rede social Truth Social.

Já hoje, o Pasquistão, que tem atuado como mediador das negociações entre os dois países, enviou uma proposta do Irã aos EUA, segundo a Reuters.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou a informações e disse que as opiniões de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, mas sem detalhes.

Logo depois, a agência de notícias Tasnim reportou que os EUA aceitaram suspender as sanções petrolíferas contra o Irã.

A Tasnim ainda afirmou que o país paresa insiste que a retirada de todas as sanções deve fazer parte dos compromissos dos EUA. Já Washington teria proposto apenas suspensões concedidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac, na sigla em inglês) até que se chegue a um entendimento final.

Mas de acordo com o site Axios, Trump deve se reunir com importantes assessores de segurança nacional nesta terça-feira (19) para discutir opções para retomar a ação militar.

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Em meio às incertezas, os preços do petróleo operam instáveis. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caía 1,12%, a US$ 108,01 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Mais cedo, o barril foi cotado a US$ 111,99, na máxima intradia.

Já o contrato futuro do West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, para junho tinha queda de 1,17%, a US$ 99,84 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

A disparada dos preços do petróleo mantém os investidores em estado de atenção aos possíveis choques inflacionários decorrentes de energia.

Em segundo plano

Os investidores também ficam à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). O documento será divulgado na próxima quarta-feira (20).

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Em abril, o Fomc manteve os juros inalterados pela terceira vez consecutiva, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, em uma decisão não unânime. Stephen Miran foi o único voto dissidente, para um corte de 0,25 ponto percentual.

Contudo, o que chamou a atenção do mercado foi a dissidência de outros três membros: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção dos juros, mas sem sinalização de flexibilização monetária. Essa foi a maior dissidência desde 1992.

No comunicado, o Fomc afirmou que continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas e acrescentou que “estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos”.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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