Mercados

Wall Street abre em alta; S&P 500 e Nasdaq nas máximas com acordo entre EUA e Irã no radar

29 maio 2026, 10:34 - atualizado em 29 maio 2026, 10:40
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(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Após novo fechamento recorde, os índices de Wall Street começam o pregão desta sexta-feira (29) em alta, com novas máximas do S&P 500 e Nasdaq, diante do recuo dos preços do petróleo e otimismo com as negociações entre Irã e Estados Unidos.

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Confira o desempenho dos índices após a abertura das negociações (às 10h30, horário de Brasília):

  • Dow Jones: +0,18%, aos 50.758,00 pontos;
  • S&P 500: +0,18%, aos 7.577,18 pontos;
  • Nasdaq: +0,14%, aos 26.954,609 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

Os investidores norte-americanos acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, os preços do petróleo e as falas de dirigentes do Federal Reserve.

Após o site Axios reportar que um acordo preliminar de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã existe, mas está pendente da aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os mercados dos EUA retomaram o otimismo.

Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, Washington “ainda não chegou lá” com o Irã em um acordo, mas estão próximos, acrescentando que os EUA estão em uma posição em que podem fazer o programa nuclear de Teerã retroceder substancialmente.

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Fonters afirmaram à Reuters que os EUA e o Irã chegaram a um acordo nesta quinta-feira (29) para estender o cessar-fogo e suspender as restrições ao transporte marítimo através do Estreito de Ormuz. No entanto, ainda falta a aprovação de Trump.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã não tem confiança em garantias nem em palavras” e que apenas os comportamentos são “o critério”, em meio à dúvidas sobre o cessar-fogo acordado com os EUA após novos ataques trocados entre os lados no Oriente Médio.

Os preços do petróleo voltaram a recuar, com o contrato mais líquido do Brent, referência no mercado internacional, para agosto de 2026 caindo mais de 1%, na faixa de US$ 91 o barril.

Nesta manhã de sexta-feira, o presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid, disse que os níveis de inflação já elevados dificultam a suposição de que o atual choque energético terá apenas um impacto temporário sobre os preços e pode ser ignorado pelo banco central. Ele acrescentou que a inflação tem estado acima da meta por muito tempo.

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“Agora não é o momento de baixar a guarda”, dado que a inflação está há muito tempo acima da meta de 2% do banco central, afirmou Schmid.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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