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Wall Street recupera fôlego com acordo entre EUA e Irã no radar; S&P 500 e Nasdaq retomam recordes

28 maio 2026, 13:38 - atualizado em 28 maio 2026, 13:40
dow jones wall street
(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

O S&P 500 e o Nasdaq voltaram e registrar recordes em Wall Street diante das notícias do site Axios de que há um acordo desenhado entre Estados Unidos e Irã, ainda pendente de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump. Com isso, os preços do petróleo moderaram.

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Na máxima, o S&P 500 alcançou os 7.568,72 pontos, enquanto o Nasdaq bateu os 26.875,33 pontos.

Confira o desempenho dos índices por volta das 13h23 (horário de Brasília):

  • Dow Jones: +0,05%, aos 50.668,01 pontos;
  • S&P 500: +0,55%, aos 7.561,84 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +0,73%, aos 26.870,56 pontos – no maior nível nominal histórico.

O que mexe com Wall Street hoje?

O mercado acompanha com atenção novas informações sobre as tratativas entre Estados Unidos e Irã para alcançar um acordo de paz, após nova rodada de escalada das tensões no Oriente Médio.

No começo do pregão, os índices operavam mistos, mas apresentaram recuperação com as informações do site Axios. De acordo com a notícia, os Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo, dependente do aval de Trump.

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O site informou que o acordo foi firmado após o Irã ter atacado uma base aérea norte-americana no Kuweit nesta quinta-feira, na sequência de ataques dos EUA contra o que Washington descreveu como uma operação iraniana com drones.

De acordo com a reportagem do Axios, os dois lados concordaram com um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar a trégua e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Paquistão, mediador do conflito, informou que seu ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, se reunirá com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington na sexta-feira (29), embora o significado da visita não esteja claro.

Por volta das 13h29 (horário de Brasília), os preços dos contratos do Brent para agosto de 2026, considerados referência no mercado, avançam 0,20%, a US$ 92,43 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Dados macroeconômicos

No front econômico, o PCE dos Estados Unidos subiu 0,4% em abril, segundo dado divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta quinta-feira.

Já no acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou para alta de 3,8% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Os números vieram abaixo do consenso do mercado, que indicava alta mensal de 0,5% e anual de 3,9%.

Com a surpresa baixista, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, indicou brevemente que a expectativa de alta nos juros norte-americanos tinha sido adiada para janeiro de 2027, com a maioria (51%) apostando na manutenção da taxa no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.

Pouco depois, porém, o mercado retomou a previsão de aumento ainda em dezembro de 2026.

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Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi revisado para uma taxa anualizada de 1,6% no primeiro trimestre de 2026, conforme estimativa preliminar também divulgada pelo BEA.

LEIA MAIS: PIB dos EUA desacelera para 1,6% no 1T26, enquanto inflação ao consumidor se mantem elevada

O resultado indica uma desaceleração em relação à expansão de 2% apontada na leitura inicial da atividade, divulgada em abril. Ainda assim, o desempenho representa uma melhora frente ao crescimento de 0,5% registrado no quarto trimestre de 2025.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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