WEG (WEGE3) agradou? Ações saltam 9% após números do 2T26 e analistas destacam margens resilientes
As ações da WEG (WEGE3) são o destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (22), com avanço de mais de 9%. Mais cedo, a companhia reportou o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), que mostrou lucro líquido de R$ 1,55 bilhão, em linha com o consenso do mercado.
Por volta de 11h20 (horário de Brasília), as ações aceleraram os ganhos e disparavam 9,14%, cotadas a R$ 46,35. Acompanhe o tempo real.
Apesar do desempenho positivo na Bolsa, o Citi avalia os resultados como mistos, mas melhores do que o esperado pelo banco. Mesmo com um um ambiente mais difícil para as receitas, os analistas pontuam que a companhia manteve margens resilientes e um retorno sobre o capital investido (ROIC) robusto.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, somou R$ 2,21 bilhões no período de abril a junho, um recuo também de 2,1% na comparação anual. Quando comparado com o último trimestre, há um avanço de 5,2%.
A margem Ebitda registrou recuo de 0,3 ponto percentual, a 21,8% no segundo trimestre deste ano.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG alcançou 33,6%, um leve avanço de 0,7 ponto percentual quando comparado com o mesmo período em 2025.
A receita operacional líquida da WEG recuou 0,6% no ano, para R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre de 2026. Na comparação trimestral, no entanto, houve avanço de 7,1%.
Na leitura do Citi, a principal fraqueza veio do segmento de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) no Brasil, cuja receita caiu 23% na comparação anual devido à ausência de grandes projetos de geração solar centralizada em 2026, um efeito que o banco já esperava e acredita que deve começar a se normalizar a partir do terceiro trimestre.
“No mercado internacional, a demanda permaneceu forte, especialmente por produtos de ciclo curto e longo, com destaque para o negócio de transmissão e distribuição nos Estados Unidos, impulsionado pelas entregas de transformadores”, dizem os analistas do banco, que tem recomendação neutra para a WEG.
Para a Ativa Investimentos, a WEG reportou números sólidos, com mercado interno sendo o ponto negativo. O mercado externo veio resiliente, mas ainda não é animador para os analistas da casa.
“De forma geral, a leitura é de um ano ainda fraco, com a companhia estruturando uma carteira doméstica para capturar ganhos de longo prazo, enquanto o mercado externo deve sustentar o consolidado no curto prazo, mesmo que timidamente, visto que o mercado doméstico deve seguir fraco”, diz a Ativa, que também tem recomendação neutra.
Margens resilientes
O BTG Pactual tem uma visão mais otimista sobre os resultados. Os analistas do banco afirmam que a WEG superou as expectativas, com qualidade.
“Apesar da complexidade de seus resultados e de uma divulgação financeira menos detalhada do que a de seus pares, a análise dos resultados da WEG normalmente se resume a dois fatores: o ritmo
de crescimento (geralmente medido pela expansão da receita) e a rentabilidade (normalmente medida pela margem EBITDA ou, em alguns casos, pelo ROIC)”, ponderam os analistas.
Após alguns trimestres com sinais mistos em ambos os indicadores, o banco avalia que o segundo trimestre finalmente trouxe uma surpresa positiva em ambos.
Mesmo com a magnitude da surpresa ainda pequena, a qualidade do resultado, sem ganhos não recorrentes como no primeiro trimestre e sem contribuição relevante dos produtos de ciclo longo, é positiva.
“Mais importante, entendemos que esse desempenho reforça um novo patamar estrutural de margens da WEG, que tem se aproximado consistentemente de 22%, refletindo um mix estruturalmente melhor e
uma dinâmica setorial mais favorável, como a consolidação do mercado”, diz o banco.
Agora, a principal questão que permanece é avaliar se esse nível de margem será sustentável após a implementação das novas tarifas nos Estados Unidos.
O BTG recomenda compra pra WEG, com preço-alvo de R$ 65.
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