WEG (WEGE3) lucra R$ 1,45 bilhão no 1T26, recuo de 5,7% no ano; veja os números do trimestre
A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,45 bilhão referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), um recuo de 5,7% em comparação com o mesmo período em 2025, mostra balanço divulgado ao mercado nesta quarta-feira (29).
Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 1,56 bilhão no período. Na comparação trimestral, o recuo chegou a 8,2%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, atingiu R$ 2,10 bilhões no período de janeiro a março deste ano, uma contração de 3,2% na base anual e de 8,3% ante o último trimestre.
A margem Ebitda avançou 0,6 ponto percentual de um ano para o outro, chegando a 22,2% no primeiro trimestre de 2026.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG foi de 33,1% no 1T26, um recuo de 0,1 ponto percentual na comparação com o 1T25.
“Continuamos com os principais indicadores de desempenho financeiro, como o retorno sobre o capital investido e as margens operacionais, em níveis elevados. Fruto da nossa estratégia de longo prazo de diversificação de negócios e regiões, do melhor mix de produtos vendidos e da boa gestão do capital de giro”, diz a companhia no relatório.
Outros números da WEG
A receita operacional líquida totalizou R$ 9,46 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período no ano passado. Frente o último trimestre, o recuo é de 7,6%.
Do total, R$ 3,57 bilhões veio do mercado interno, que sofreu com uma queda de 19,5% na comparação anual e de 8,1% na base trimestral. Outros R$ 5,89 bilhões vieram do mercado externo, o que representa um avanço de 4,5% no ano, mas recuo de 7,3% na comparação com o último trimestre.
De acordo com a WEG, as operações no exterior contribuíram de forma importante para a receita, mesmo em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e volatilidade do comércio internacional.
“Apesar disso, observamos redução da receita consolidada, em movimento já antecipado de menor demanda por projetos de geração solar no Brasil, além da valorização do real no período, que impactou a receita do mercado externo”, diz a empresa.
No mercado externo, mesmo com o desempenho da receita em reais impactado pela variação cambial, a atividade industrial continuou positiva nos principais mercados de atuação, principalmente nos equipamentos para segmentos como óleo & gás e sistemas de ventilação e refrigeração.
A WEG afirma que seguiu com bom resultado na área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), com continuidade do volume de entregas na área de transmissão & distribuição (T&D) na América do Norte, aliada à boa demanda dos negócios de geração.