Crédito

A nota que bancos usam para decidir se confiam em você: veja como melhorar seu score de crédito

28 maio 2026, 7:30 - atualizado em 26 maio 2026, 17:11
Dinheiro dividendos FIIs fundo imobiliário (Imagem: Andrzej Rostek/ istockphoto)
O score de crédito é uma pontuação dinâmica, calculada por birôs de crédito, como o Serasa, SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Boa Vista (Imagem: Andrzej Rostek/ istockphoto)

Mesmo sem perceber, todo consumidor carrega uma pontuação. Mesmo quem nunca pediu empréstimo, contraiu uma dívida ou parou para consultar a própria nota.

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Cada boleto pago em dia — ou deixado para depois — ajuda a construir uma espécie de placar sobre você. E o mercado consulta esse placar antes de decidir se confia, quanto confia e quanto vai cobrar por isso.

Por isso, para quem quer manter uma boa saúde financeira e ter melhores condições quando precisar de dinheiro extra, entender como essa nota funciona é fundamental.

Como o score influencia crédito, juros e limites

A lógica é semelhante à de um investimento: ao aplicar recursos em uma empresa, você deve pesquisar se ela tem boas chances de devolver seu dinheiro. Com o consumidor, o mercado adota a mesma perspectiva.

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Bancos, financeiras, lojas e empresas de cartão de crédito consultam informações antes de conceder crédito. Não se trata apenas de “ter o nome limpo”, mas de ser visto como alguém confiável para fazer negócios.

O score de crédito é uma pontuação dinâmica, calculada por birôs de crédito, como o Serasa, SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Boa Vista, que indica a probabilidade do consumidor pagar suas contas em dia nos próximos meses.

Uma pontuação alta pode abrir portas em momentos importantes, como a compra de um imóvel, o financiamento de um veículo, a aprovação de um cartão com limite maior ou a contratação de crédito para uma emergência.

Quanto menor o risco percebido, maiores tendem a ser as chances de aprovação e de acesso a taxas mais competitivas. Na prática, um bom score pode ajudar a:

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  • Aprovação: aumenta as chances em solicitações de cartões, empréstimos, financiamentos e compras parceladas;
  • Créditos maiores: facilita a liberação de valores mais altos;
  • Poder de negociação: melhora a posição do consumidor para barganhar taxas de juros menores;
  • Menos burocracia: pode tornar análises de crédito mais rápidas.

Em outras palavras, pagar as contas em dia pode ser mais lucrativo do que parece.

O que faz o score de crédito subir ou cair

O score muda conforme novas informações de um CPF ou CNPJ entram no sistema, a partir de bancos, financeiras, operadoras de serviços e registros de pagamento.

A pontuação costuma ser dividida em faixas. No Serasa, por exemplo, elas são classificadas em:

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  • Baixo (de 0 a 300): risco alto, com dificuldade extrema em conseguir crédito;
  • Regular (de 301 a 500): risco alto, dificuldade de conseguir crédito;
  • Bom (de 501 a 700): risco moderado, acesso a crédito é possível, mas com taxas menos amigáveis;
  • Excelente (de 701 a 1.000): risco baixo, melhores chances de aprovação e juros menores.

O fator de maior peso é a pontualidade. Quem paga as contas em dia constrói uma reputação melhor no mercado.

O tempo de relacionamento com o mercado também conta. Consumidores com histórico financeiro mais longo tendem a oferecer mais informações para uma melhor análise.

Já o excesso de consultas ao CPF pode pesar contra. Pedir muitos cartões, simular vários empréstimos repetidamente em pouco tempo pode ser interpretado como sinal de aperto financeiro.

E há o fator mais óbvio: dívidas negativadas. Ter o nome inscrito como inadimplente costuma derrubar a pontuação e dificultar o acesso a crédito.

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Mas vale lembrar: score alto não garante crédito aprovado automaticamente, já que renda, relacionamento com a instituição e política interna de cada empresa também entram na análise.

Sem milagre: o que realmente melhora seu score de crédito

Não há nenhum “truque” para melhorar a pontuação, apenas comportamento financeiro consistente.

O primeiro passo é limpar o seu nome. Renegociar e quitar dívidas atrasadas reduz uma das maiores travas para o score baixo.

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Depois disso, o caminho é menos glamuroso, mas eficiente: pagar contas em dia, manter faturas sob controle e evitar atrasos recorrentes.

Outra possibilidade é aderir ao Open Finance, sistema que permite que o consumidor compartilhe seus dados financeiros com instituições autorizadas. Isso permite uma análise mais completa da vida financeira e da capacidade real de pagamento.

Por fim, é importante também desmistificar alguns mitos — e fazer um alerta importante: ninguém aumenta o score por milagre.

Não existe pagamento “por fora” para subir pontuação. Nenhuma empresa legítima cobra para adicionar pontos artificialmente ao seu CPF. Se alguém prometer isso, o mais provável é que seja um golpe.

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Também é mito achar que renda alta garante score alto. O sistema avalia comportamento de pagamento, histórico financeiro e relacionamento com o mercado, não apenas o tamanho do salário.

Outro ponto: pagar uma dívida atrasada é essencial, mas nem sempre faz a pontuação disparar de um dia para o outro. A recuperação da confiança do mercado pode levar tempo e depende da construção de novos hábitos.

No fim das contas, score de crédito é menos sobre parecer rico e mais sobre parecer confiável. E tratar essa pontuação como parte da saúde financeira pode fazer diferença quando um imprevisto — ou uma boa oportunidade — exigir dinheiro extra.

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