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Ações da CSN (CSNA3) sobem 4% com venda da divisão de cimentos e redução da dívida no radar

03 nov 2026, 11:45
CSN
(Imagem: CSN/Facebook)

As ações da CSN (CSNA3) estão entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) no pregão desta terça-feira (3), com o avanço no processo de venda da subsidiária de cimentos no radar do mercado.

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Na sexta-feira (30), a companhia anunciou um acordo de exclusividade com a chinesa Huaxin Building Materials Group para negociar os documentos definitivos da venda de ações da CSN Cimentos.

Vale destacar que o prazo do acordo é de dez dias e contempla um valor de empresa (enterprise value) de R$ 12,7 bilhões.

Por volta de 11h35 (horário de Brasília), as ações subiam 4,12%, a R$ 4,04. Na máxima do dia, até esse horário, o avanço chegou a 5,93%. Acompanhe o tempo real.



O BTG Pactual chama atenção para o timing do anúncio, que veio poucas semanas após a CSN anunciar um term sheet vinculante para a venda de sua operação siderúrgica na Alemanha, a Stahlwerk Thüringen (SWT), para o grupo espanhol Megasa, a um enterprise value de 550 milhões de euros, cerca de R$ 3,1 bilhões.

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Em conjunto, as transações representam aproximadamente R$ 15,8 bilhões em enterprise value anunciado, embora o ingresso efetivo de caixa vá depender de ajustes de dívida e dos termos finais das operações, destacam os analistas.

A equipe liderada por Leonardo Correa vê o mais recente anúncio como um fato construtivo para a CSN, uma vez que concede mais visibilidade à estratégia de desalavancagem da administração.

“Reconhecemos, no entanto, que o valuation de R$ 12,7 bilhões ficou na parte inferior das expectativas informais do mercado (R$ 12 a 15 bilhões), o que limita o potencial de surpresa positiva. Ainda assim, a transação é relevante frente à dívida líquida de R$ 42,1 bilhões da CSN ao fim do 2T26”, diz o banco.

Em linha, o Citi também avalia positivamente o avanço na venda do ativo, de grande relevância para o processo de desalavancagem da CSN.

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No entanto, diante do atual cenário de juros mais elevados no Brasil e das revisões para baixo nas estimativas da CSN Mineração, os analistas do banco gringo ponderam que a companhia continuará buscando reduzir seu nível de endividamento e fortalecer seu balanço patrimonial.

A recomendação do Citi para a CSN é neutra.

Perspectivas para a CSN

Olhando à frente, ainda que a venda da CSN Cimentos se concretize nos próximos dias, vendas de ativos permanecem necessárias, na leitura do BTG, dado o cenário operacional desafiador.

A CSN mantém um portfólio de ativos potencialmente monetizáveis, incluindo negócios operacionais, em particular minério de ferro e infraestrutura, e ativos não operacionais (principalmente imobiliários). O BTG espera que a administração siga focada nessas oportunidades, que podem dar suporte adicional à desalavancagem nos próximos trimestres.

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“Os anúncios recentes sugerem algum avanço no reposicionamento estratégico da companhia após a chegada de Fabio Schvartsman como CEO, embora a capacidade de execução e o timing permaneçam incertezas importantes”, diz o banco.

Entre os desafios da companhia, está o cenário da siderurgia brasileira, que continua a enfrentar um ambiente competitivo difícil, enquanto a rentabilidade do minério de ferro passou a sofrer pressão adicional de fretes elevados e de uma dinâmica de mercado mais fraca.

A expectativa é que esses fatores adversos pesem sobre os resultados e sobre a geração orgânica de caixa, tornando a monetização de ativos um componente cada vez mais importante da tese de investimento.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
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