Tarifas do Trump

América primeiro: governo Trump concluí investigações comerciais e propõe tarifa de 25% para “punir” o Brasil

02 jun 2026, 5:05 - atualizado em 02 jun 2026, 5:05
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Trump diz que Brasil tem práticas injustas em várias áreas, como comércio digital e desmatamento (Racide/iStock)

O governo Trump propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações provenientes do Brasil, após concluir que práticas brasileiras eram injustas em uma série de áreas, que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal, informou nesta segunda-feira (1º) o principal representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

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As medidas, adotadas com base na Seção 301 da legislação comercial americana, abrangem áreas como serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, proteção da propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

A proposta foi apresentada juntamente com a divulgação dos resultados da investigação sobre práticas comerciais desleais do Brasil, iniciada no ano passado sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Entretanto, alguns produtos ficaram de fora das novas tarifas, incluindo carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças para aeronaves.

Segundo o USTR, as práticas brasileiras nas áreas investigadas “são irracionais e impõem ônus ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de ação nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio”.

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As tarifas substituiriam parcialmente uma tarifa de 50% aplicada a muitos produtos brasileiros no ano passado pelo presidente Donald Trump, dos quais 40% tinham sido impostos como punição ao Brasil pelo processo judicial contra seu ex-presidente, aliado de Trump, Jair Bolsonaro.

No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou essas tarifas em fevereiro.

Em comunicado, Greer afirmou que iniciou a investigação sob a Seção 301 para enfrentar “preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com determinadas políticas e práticas comerciais do Brasil”.

Apesar dos recentes contatos com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e membros de seu governo, Greer afirmou que Estados Unidos e Brasil “continuam tendo divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

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Audiência pública em 6 de julho

O órgão comercial convidou interessados a apresentar comentários sobre as tarifas propostas até 1º de julho, com uma audiência pública marcada para 6 de julho. O USTR tem prazo até 15 de julho para adotar uma “ação corretiva” no âmbito da investigação da Seção 301.

Trump utilizou a mesma legislação para impor amplas tarifas sobre produtos chineses durante seu primeiro mandato.

O USTR também conduz várias outras investigações abertas sob a Seção 301 que podem resultar em novas tarifas.

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Entre elas estão uma investigação sobre excesso de capacidade industrial na China e em outros 15 parceiros comerciais, além de outra relacionada à aplicação de proibições ao trabalho forçado em 60 países.

Na sexta-feira, a agência abriu ainda uma nova investigação sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã.

Em relação às conclusões sobre o Brasil, o USTR informou que a tarifa adicional proposta de 25% não se aplicará às importações brasileiras já sujeitas a tarifas relacionadas à segurança nacional, impostas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Esses produtos incluem tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre, além de tarifas de 25% sobre produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos automotores e autopeças.

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O USTR acrescentou que os produtos isentos da nova tarifa de 25% incluem diversas frutas e castanhas, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.

Essas isenções se somam às já concedidas para carne bovina, café, terras raras, determinados metais e minérios, além de aeronaves brasileiras e peças para aeronaves.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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