Telecomunicações

Sem sinal nunca mais? Anatel abre caminho para internet da Starlink direto no celular

07 jul 2026, 14:16 - atualizado em 07 jul 2026, 14:16
Divulgação Starlink com satélite no espaço
Imagem: Divulgação Reprodução X

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na última quinta-feira (7), uma medida que abre caminho para que empresas como a Starlink ofereçam internet via satélite diretamente em celulares, sem a necessidade de uma antena externa.

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A decisão autoriza a destinação de faixas de radiofrequência para serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis.

O que a mudança significa

Até então, a Starlink, provedora global de internet via satélite da SpaceX, dependia da instalação de um kit com antena para que os usuários acessassem o serviço.

Com a atualização do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequências (PDFF), celulares compatíveis poderão se conectar diretamente aos satélites por meio da tecnologia Direct-to-Device (D2D).

Pelas regras aprovadas, as empresas de internet via satélite deverão utilizar faixas de radiofrequência já destinadas às operadoras de telefonia móvel.

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A estratégia já é adotada em outros países, onde a comunicação via satélite complementa a cobertura das redes móveis em regiões sem sinal ou com infraestrutura limitada.

O Conselho aprovou o uso das faixas de 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900/2.100 MHz e 2.500 MHz para a tecnologia D2D.

Como as características técnicas de operação ainda precisam ser definidas, a Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel terá 90 dias para elaborar a regulamentação, segundo o Canaltech.

Atualmente, a Starlink é a empresa mais avançada para oferecer esse tipo de serviço em larga escala. No entanto, a nova regulamentação também cria as bases para que outras empresas de internet via satélite passem a atuar nesse mercado no Brasil.

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A expectativa é que o serviço seja disponibilizado sem cobrança adicional, ficando incluído nos planos das operadoras parceiras, embora os detalhes comerciais ainda dependam de acordos entre as empresas.

A previsão é que o serviço chegará gratuitamente no país, de forma que seja incluso nos planos já existente do cliente.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.
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