Após aporte de R$ 6 bilhões em 2027, governo Lula diz que não colocará mais dinheiro nos Correios
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o compromisso do governo Lula é não fazer novos aportes nos Correios depois do valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, de R$ 6 bilhões.
Ele criticou a gestão da estatal feita pelo governo Jair Bolsonaro (PL), dizendo que a empresa ficou atrasada e acumulou deficiências em custo de pessoal, em investimento em tecnologia e em novas fronteiras de mercados.
“Nós identificamos esse problema e trocamos a direção. Estamos exigindo do novo presidente, que tem feito um bom trabalho, que melhore [a gestão] e coloque os Correios na vanguarda. Se é investimento [que precisa ser feito], seja público, seja com os bancos, que se faça. Mas isso vai ser uma vez, para que os Correios virem a página. A nossa ideia e o nosso compromisso é não colocar dinheiro nos Correios depois desse aporte que está sendo previsto para o ano que vem”, afirmou Durigan em entrevista ao portal UOL na última sexta-feira (18).
Na avaliação dele, o aporte contratado para o próximo ano vai viabilizar a retomada dos Correios. “Os Correios vão fazer parceria com a iniciativa privada, olhar as diferentes oportunidades no mercado, vai inovar, vai diversificar o mapa de serviços e vai parar de precisar de investimento público”, defendeu.