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Assaí (ASAI3): Ações caem após lucro de R$ 86 milhões no 1T25

28 abr 2026, 12:01 - atualizado em 28 abr 2026, 12:01
assaí trxf11 fundo imobiliário
(Imagem: Divulgação)

As ações do Assaí (ASAI3) operam na ponta negativa do Ibovespa (IBOV) no pregão desta terça-feira (28), após reportar lucro líquido de R$ 86 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026, uma queda de 46,7% sobre o resultado obtido um ano antes.

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Na leitura de analistas, os resultados vieram fracos. Por volta de 11h40 (horário de Brasília), as ações da companhia caíam 3,97%, cotadas a R$ 9,20. Acompanhe o tempo real.



A companhia teve resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, de R$ 1,025 bilhão, praticamente estável sobre o desempenho do primeiro trimestre do ano passado.

A empresa apurou receita líquida de R$ 18,64 bilhões de janeiro ao final de março, praticamente estável antes os três primeiros meses de 2025.

A companhia afirmou que, incluídos novos créditos de PIS/Cofins, o lucro líquido do primeiro trimestre foi de R$ 367 milhões.

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Na avaliação do BTG Pactual, os resultados do 1T26 do Assaí reforçam um cenário de consumo ainda frágil, com os números operacionais ficando um pouco abaixo das estimativas. Eles foram marcados por mais uma rodada de desaceleração da receita, impactada por dinâmicas macroeconômicas desfavoráveis e desafios contínuos em manter a alavancagem operacional.

Ainda que a varejista tenha registrado ganhos de participação de mercado de 0,3 ponto percentual na base de mesmas lojas, a demanda subjacente permanece fraca, particularmente entre consumidores de baixa renda, onde o alto endividamento continua a pesar sobre o tráfego.

” A administração também destacou um claro padrão de consumo em ‘forma de K’, com resiliência entre os grupos de maior renda, mas pressão na base. A expansão permanece disciplinada, com apenas 1 loja aberta no trimestre e 11 no último ano (LTM, +3,7% de área de vendas), reforçando uma postura cautelosa diante da visibilidade limitada sobre a recuperação de volume”, ponderam os analistas.

Otimismo para o Assaí?

A equipe de analistas do BTG, liderada por Luiz Guanais, destaca que a desalavancagem ancora a tese em meio à fraqueza do consumo.

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“O primeiro trimestre reforça uma narrativa familiar: os fundamentos do varejo de alimentos permancem desafiadores, especialmente para formatos expostos a consumidores de baixa renda. Deflação, alto endividamento das famílias e mudanças estruturais no consumo continuam a limitar a recuperação do volume”, diz o banco.

Embora um potencial ciclo de reflacionamento possa apoiar o crescimento da receita no futuro, o BTG avalia que a visibilidade permanece limitada.

“No entanto, a empresa conseguiu melhorar gradualmente suas margens brutas e poderia aproveitar o impacto potencialmente positivo da isenção do imposto de renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil para impulsionar as vendas no varejo, assim como a queda nas taxas de juros, ajudando o FCF em 2026/2027 e ainda justificando nossa classificação de Compra“, ponderam os analistas.

O banco Safra avalia o resultado como misto, visto que o lucro líquido ficou 26% abaixo da projeção devido ao desempenho operacional inferior, mas a dívida líquida ficou melhor do que o esperado.

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Apesar da redução já prevista da dívida líquida, explicada principalmente pela queda nos adiantamentos sobre recebíveis, os analistas destacam que o crescimento das vendas é fundamental para a tese de investimento, pois deve impulsionar ainda mais a expansão da margem Ebitda (atualmente abaixo dos níveis históricos) e, consequentemente, sustentar o crescimento do lucro por ação.

Diante desse cenário, o Safra mantém a posição neutra em relação à empresa e abordagem cautelosa em relação ao varejo de alimentos em geral.

Os destaques da varejista

A XP Investimentos avalia os resultados do Assaí como fracos, mas em linha, com crescimento moderado e controle de SG&A (despesas gerais e administrativas) levando a um resultado final acima do esperado.

“Como esperado, a linha de receita permaneceu pressionada pelo macro desafiador, somado à deflação de alimentos em diversas commodities simultaneamente. Enquanto isso, a companhia conseguiu entregar uma margem Ebitda estável com efeitos tributários positivos, maturação das lojas e forte controle de SG&A”, dizem os analistas da casa.

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A XP destaca alguns pontos sobre o primeiro trimestre do Assaí. O primeiro deles é que a companhia lançou seus primeiros produtos de Marca Própria (arroz e feijão sob as marcas Chef e Assaí), com meta de aproximadamente 200 SKUs até o final de 2026.

Somado a isso, as vendas via iFood mais do que dobraram (+101% ao ano), com 104 lojas ativas, e o app Meu Assaí respondeu por 47% das vendas totais (ante 42% no 1T25), com clientes identificados no app apresentando frequência de visitas 50% maior e ticket médio 28% maior

A XP aponta ainda que as operações de farmácia foram anunciadas para julho de 2026, com meta de 25 unidades em São Paulo até o final de 2026. Ainda, o Assaí o ASAI apontou os primeiros impactos da alta dos preços do petróleo em razão do conflito no Oriente Médio, principalmente em custos de frete/embalagem e nos preços de produtos de limpeza

Por fim, os analistas destacam que a a companhia divulgou um fato relevante sobre um programa opcional de recompra de debêntures de até R$ 200 milhões, direcionado a títulos negociados com desconto em relação ao valor de face no mercado secundário, a ser executado em até 180 dias e cancelado após a recompra, o que deve reduzir a dívida bruta.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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