Até o Itaú (ITUB4)? Analistas veem ‘pontos de atenção’ no 1T26
O Itaú (ITUB4) divulgará o seu resultado do primeiro trimestre e deverá sentir os efeitos da ‘sazonalidade’. Isso porque o primeiro trimestre costuma ser fraco, já que as pessoas estão mais endividadas.
Em relatório, a Genial cita três pontos de atenção. São eles:
- sazonalidade típica do primeiro trimestre (menor volume de negócios e dois dias úteis a menos);
- antecipação do pagamento de dividendos ao final de 2025, que reduziu o capital de giro disponível para geração de receita; e
- menor receita de dividendos dos investimentos quase-equity na base anual.
Para o trimestre, a casa estima lucro de R$ 12,3 bilhões, praticamente estável sequencialmente (0% t/t), mas com crescimento de 11% no ano.
Segundo a XP, a carteira de crédito deve sofrer pressão, especialmente no segmento de pessoas físicas, impactado por retração sequencial em cartões e menor uso de linhas rotativas após o fim de ano.
A receita líquida de juros também tende a ser pressionada, refletindo menor número de dias úteis, redução no carrego de capital de giro e menor utilização de produtos rotativos, além do efeito do pagamento de dividendos.
Parte desse impacto deve ser compensada por recuperação do NII de mercado, estimado em cerca de R$ 850 milhões.
Em relação à qualidade dos ativos, não são esperadas grandes surpresas. O custo de risco deve subir levemente, em linha com o guidance, puxado principalmente pelo segmento corporate, enquanto varejo e PMEs seguem mais resilientes.
O Bank of America projeta lucro de R$ 12,7 bilhões, alta de 14% na comparação anual, mas não descarta um resultado ligeiramente abaixo das estimativas devido à menor geração de receita.
Entre os pontos de pressão para o banco estão:
- menor saldo de caixa após dividendos extraordinários no 4T25;
- crescimento mais fraco da carteira, influenciado pela valorização do real e pela sazonalidade dos cartões.
Por outro lado, as provisões devem permanecer sob controle, mesmo diante de eventos corporativos relevantes, refletindo a postura mais conservadora adotada nos últimos anos.
| Lucro (em R$) | A/A | ROE | A/A | |
| XP | 12 bi | 7.9% | 24% | 1,5 pp |
| Safra | 12,1 bi | 9.3% | 24.4% | 1,9 pp |
| BofA | 12.7 bi | 14% | 24.5% | 2 pp |
| JPMorgan | 12.3 bi | 24.5% | 2 pp |
O que fazer com Itaú?
A Genial continua otimista com a entrega do Itaú nos próximos trimestres, seguimos sem mudanças estruturais na nossa tese de investimento.
“O Itaú segue bem-posicionado para entregar crescimento de lucro em dois dígitos baixos em 2026, com ROE elevado e forte geração de dividendos”.
Com alocação disciplinada de capital, a corretora reitera a visão construtiva sobre o banco, que continua entregando resultados consistentes ao longo de vários ciclos de crédito, rentabilidade bem acima de seus pares e mix interessante de crescimento com generoso pagamento de dividendos (payout de 70%).