Mercados

Wall Street recua com acirramento das tensões geopolíticas; Nasdaq e S&P 500 se afastam de recordes

04 maio 2026, 17:06 - atualizado em 04 maio 2026, 17:12
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(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street fecharam a sessão desta segunda-feira (4) em baixa com retomada da valorização dos preços do petróleo no mercado internacional diante de uma nova escalada das tensões entre EUA e Irã.

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Confira o desempenho dos índices:

  • Dow Jones: -1,13%, aos 48.941,90 pontos;
  • S&P 500: -0,41%, aos 7.200,75 pontos;
  • Nasdaq: -0,19%, aos 25.067,801 pontos.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em alta de 7,53%, aos 18,27 pontos – nível considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Nova escalada de tensões no Oriente Médio

Os investidores monitoraram a escalada de tensões no Oriente Médio, sobretudo no Estreito de Ormuz.

Mais cedo, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um navio petroleiro vazio pertencente à empresa estatal de petróleo de Abu Dhabi, a ADNOC, quando tentava passar pelo Estreito de Ormuz.

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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou “ataques perigosos” com mísseis e drones contra alvos civis e disse que “não tolerará qualquer agressão à sua segurança e soberania”, reservando-se o direito de reagir “de forma plena e legal”, em conformidade com o direito internacional.

Após o episódio, os países do Golfo elevaram o nível de alerta na região.

Já o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o Irã realizou ataques contra embarcações de países “não relacionados” à operação marítima americana no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro da Coreia do Sul, em meio à escalada de tensões na região.

Em publicação na Truth Social, Trump disse que Teerã atingiu alvos ligados à movimentação de navios do chamado “Project Freedom”, ou “Projeto Liberdade”, iniciativa anunciada por Washington para escoltar embarcações retidas na via estratégica.

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O almirante-chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper, afirmou que helicópteros militares norte-americanos afundaram seis pequenas embarcações iranianas que tinham como alvo navios civis no Estreito.

Com isso, os preços do petróleo permaneceram acima de US$ 100 o barril. Os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em alta de 5,80%, a US$ 114,44 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Como resultado, o mercado passou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) já em março de 2027, considerando potencial impacto inflacionário com a elevação dos preços de energia.

Os dados macroeconômicos também ficaram no radar. O mercado espera o relatório oficial de empregos, o payroll, que será divulgado na próxima sexta-feira (8).

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As estimativas do Dow Jones apontam para a criação de apenas 53.000 vagas de emprego nos EUA em abril, bem abaixo da previsão anterior de 178.000, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer em 4,3%.

Tarifaço de volta?

Em entrevista à CNBC, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse a autoridades comerciais da União Europeia e da Alemanha que os EUA seguirão em frente com o plano do presidente Donald Trump de aumentar as tarifas de importação de carros da União Europeia (UE) para 25%.

“Entrei em contato com autoridades comerciais europeias e alemãs neste fim de semana para ajudá-las a entender por que isso estava acontecendo e lembrá-las de todas as conversas que tivemos sobre sua conformidade”, disse Greer em uma entrevista à CNBC. “Continuarei a ter essas conversas, mas o presidente está avançando com essa ação.”

Perguntado se a tarifa deve ser considerada apenas uma parte de uma negociação maior ou um estado permanente, Greer acrescentou: “É uma parte do acordo.”

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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