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Atenção, investidor: Santander (SANB11) define prazo para OPA; veja detalhes

31 ago 2026, 19:57
Mulher passa em frente a uma agência do Banco Santander no Rio de Janeiro, em 7 de outubro de 2009 REUTERS/Sergio Moraes

O Santander espera concluir no primeiro semestre de 2027 as ofertas de permuta de ações envolvendo o Santander Brasil (SANB11).

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A operação prevê a troca das ações do Santander Brasil detidas pelos acionistas minoritários por ações do banco espanhol.

A operação faz parte da estratégia do banco espanhol de aumentar sua participação na filial brasileira e envolve os papéis da companhia brasileira que ainda não são detidos pelo banco espanhol.

Para os acionistas que aderirem à oferta, a contrapartida será paga em ações do Santander espanhol, conforme a relação de troca estabelecida nos documentos da operação.

O cronograma definitivo, contudo, depende do cumprimento das condições previstas na documentação e das etapas regulatórias necessárias para a conclusão das ofertas.

Santander: Entenda a Opa

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Em julho, o Santander anunciou uma oferta pública voluntária para adquirir a fatia remanescente de aproximadamente 10% do capital do Santander Brasil que ainda está nas mãos de investidores minoritários.

A operação, estimada em cerca de € 1,9 bilhão (R$ 11 bilhões), não será paga em dinheiro: os acionistas poderão trocar suas ações ou units do banco brasileiro por BDRs lastreados em ações da matriz espanhola.

Apesar do prêmio, a oferta dividiu opiniões no mercado.

Analistas destacam que a proposta representa uma oportunidade para investidores realizarem lucro imediato e passarem a ter exposição ao conglomerado global do Santander, com operações em mercados como Espanha, Reino Unido, México e Brasil.

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Por outro lado, gestores e especialistas apontam que o prêmio pode ser insuficiente diante do desconto histórico em que o Santander Brasil negocia na bolsa e alertam para possíveis perdas de liquidez caso o free float diminua significativamente.

Embora o Santander afirme que não pretende fechar o capital da subsidiária brasileira neste momento, o banco deixou aberta a possibilidade de uma futura deslistagem, dependendo do nível de adesão à oferta.

O movimento relembra uma operação semelhante realizada em 2014, quando a matriz promoveu uma troca de ações por BDRs para reduzir a participação de minoritários e retirar o banco do Nível 2 de Governança Corporativa da então BM&FBovespa.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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