Atenção, investidor: Santander (SANB11) define prazo para OPA; veja detalhes
O Santander espera concluir no primeiro semestre de 2027 as ofertas de permuta de ações envolvendo o Santander Brasil (SANB11).
A operação prevê a troca das ações do Santander Brasil detidas pelos acionistas minoritários por ações do banco espanhol.
A operação faz parte da estratégia do banco espanhol de aumentar sua participação na filial brasileira e envolve os papéis da companhia brasileira que ainda não são detidos pelo banco espanhol.
Para os acionistas que aderirem à oferta, a contrapartida será paga em ações do Santander espanhol, conforme a relação de troca estabelecida nos documentos da operação.
O cronograma definitivo, contudo, depende do cumprimento das condições previstas na documentação e das etapas regulatórias necessárias para a conclusão das ofertas.
Santander: Entenda a Opa
Em julho, o Santander anunciou uma oferta pública voluntária para adquirir a fatia remanescente de aproximadamente 10% do capital do Santander Brasil que ainda está nas mãos de investidores minoritários.
A operação, estimada em cerca de € 1,9 bilhão (R$ 11 bilhões), não será paga em dinheiro: os acionistas poderão trocar suas ações ou units do banco brasileiro por BDRs lastreados em ações da matriz espanhola.
Apesar do prêmio, a oferta dividiu opiniões no mercado.
Analistas destacam que a proposta representa uma oportunidade para investidores realizarem lucro imediato e passarem a ter exposição ao conglomerado global do Santander, com operações em mercados como Espanha, Reino Unido, México e Brasil.
Por outro lado, gestores e especialistas apontam que o prêmio pode ser insuficiente diante do desconto histórico em que o Santander Brasil negocia na bolsa e alertam para possíveis perdas de liquidez caso o free float diminua significativamente.
Embora o Santander afirme que não pretende fechar o capital da subsidiária brasileira neste momento, o banco deixou aberta a possibilidade de uma futura deslistagem, dependendo do nível de adesão à oferta.
O movimento relembra uma operação semelhante realizada em 2014, quando a matriz promoveu uma troca de ações por BDRs para reduzir a participação de minoritários e retirar o banco do Nível 2 de Governança Corporativa da então BM&FBovespa.