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Aura Minerals (AUGO): Safra rebaixa ação após rali e vê menor atratividade — mas eleva preço-alvo

23 abr 2026, 12:03 - atualizado em 23 abr 2026, 12:09
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
Aura Minerals (AUGO): Safra rebaixa ação após rali e vê menor atratividade — mas eleva preço-alvo (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto)

O Banco Safra rebaixou a recomendação das ações de Aura Minerals (AUGO), que são negociadas na bolsa dos Estados Unidos (Nasdaq), de compra para neutro, embora tenha elevado o preço-alvo de US$ 102,50 para US$ 110, o que implica um potencial de valorização de 14% em relação ao último fechamento (22).

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Em relatório, os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro apontaram que o papel já acumula forte alta em 2026, com avanço de quase 90% desde o início de janeiro, refletindo fatores como crescimento operacional robusto e EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) superior aos pares.

A avaliação da dupla é a de que, apesar do desempenho sólido da companhia, o rali recente reduziu a atratividade relativa das ações no curto prazo, com a tese positiva já amplamente refletida nos preços.

Valuation mais pressionado

Segundo o Safra, a Aura Minerals passou a negociar a múltiplos mais elevados do que seus concorrentes, o que limita o espaço para novas entradas no papel.

Pelas contas do banco, a ação está sendo cotada a cerca de 1,15 vez o valor patrimonial líquido (P/NAV), acima da média de mineradoras menores e intermediárias.

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No mesmo sentido, o múltiplo EV/EBITDA projetado para os próximos anos também se aproximou dos concorrentes, reduzindo a vantagem relativa que existia anteriormente.

Outro ponto de atenção é a geração de caixa. A casa projeta um fluxo de caixa livre (FCF) mais modesto no curto prazo, com yield ao redor de 3% entre 2026 e 2027 — nível considerado baixo dentro do setor.

“Mantivemos nossa estimativa de preço do ouro de longo prazo em US$ 4.840 por onça-troy, agora cerca de 2% acima do preço à vista, e em US$ 4.768 para 2026 e US$ 5.200 para 2027. Como consequência, vemos rendimentos de FCF modestos de cerca de 3% em 2026 e 2027”, disse o Safra.

Por outro lado, o banco destaca que os fundamentos operacionais da empresa continuam sólidos. A expectativa é de crescimento médio anual de 19% na produção entre 2026 e 2029, acima dos pares. Ainda assim, esse desempenho já estaria, em grande parte, incorporado ao preço atual dos papéis.

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Revisões e projetos no radar

Os analistas também atualizaram suas estimativas após a divulgação de novos relatórios técnicos e reservas. O valor dos ativos (NAV) foi elevado em aproximadamente 7%, impulsionado principalmente pelos projetos Era Dorada e Almas, que ganharam mais visibilidade e tiveram revisões positivas.

Por outro lado, o projeto Borborema apresentou piora, com redução no teor de minério, o que impactou negativamente as projeções.

Além disso, a dupla apontou aumento nos custos operacionais nos próximos anos, o que também pressiona a rentabilidade.

“Reduzimos as nossas projeções de EBITDA para a Aura para US$ 1,03 bilhão em 2026 (-5%), refletindo os preços mais baixos do ouro (-9%) e do cobre (-8%), e aumentamos para US$ 1,50 bilhão em 2027, impulsionado pela inclusão do projeto MSG”, pontuaram.

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“Aumentamos as nossas projeções de volume para 2026 e 2027, com maior produção em Almas (+9%), devido a uma atualização do relatório técnico e à inclusão da contribuição da MSG, que mais do que compensou a menor produção na Borborema (-13%) em meio aos teores mais baixos”, acrescentaram.

Aura Minerals: o que pode mexer com a ação

O Safra também ressaltou que, entre os possíveis gatilhos, a chance de inclusão da companhia em índices relevantes, como MSCI e Russell, no final do segundo ou terceiro trimestre deste ano, pode atrair fluxo de investidores.

Por outro lado, destacou que riscos como oscilações no preço do ouro, execução de projetos e aumento de custos seguem no radar.

“No geral, embora a Aura ainda se destaque operacionalmente, essa força parece amplamente refletida no valuation atual. Como resultado, os papéis parecem menos atrativos em termos relativos nos níveis atuais.”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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