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Axia Energia aprova resgate de R$ 30 milhões de ações PNC; veja condições

15 jun 2026, 8:54 - atualizado em 15 jun 2026, 8:54
Axia Energia
(Imagem: Divulgação)

O conselho de administração da Axia Energia aprovou o resgate de 576.923 ações preferenciais classe C (PNCs) de emissão da companhia, o equivalente a R$ 30 milhões, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de domingo (14).

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Por se tratar uma operação inédita, o primeiro resgate ou conversão dessas ações ocorrerá em montante reduzido, para que o mecanismo adotado possa passar por avaliação.

O valor do resgate da ação PNC é de R$ 52, equivalente a cotação de fechamento das ações ordinárias no pregão do dia 12 de junho de 2026. Vale destacar que o acionista que não se manifestar terá as suas ações PNCs resgatadas automaticamente.

A data de corte, conforme a Axia, será no dia 18 de junho de 2026. Dessa maneira, a partir de 19 de junho, as negociações das ações PNCs ocorrerão “ex-direitos”.

“Os detentores de ações PNCs poderão manifestar, no prazo de 5 dias úteis contado de 23 de junho de 2026 até 29 de junho de 2026 (inclusive), sua intenção de, em substituição ao resgate, optar pela conversão, na proporção de 1:1 em ações ordinárias, no todo ou em parte, das ações PNCs que seriam objeto do resgate”, diz a Axia.

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Ficou para 1 de julho de 2026 a data de conversão em ações ordinárias, sendo queo pagamento do valor de resgate ocorrerá em 7 de julho de 2026.

Migração para o Novo Mercado

Em maio, a Axia informou aprovação pela B3 da migração das ações da companhia para o segmento de mais alta governança da bolsa de valores de São Paulo, o Novo Mercado.

A companhia, que busca simplificar a estrutura de capital, afirmou que com a migração terá apenas ações ordinárias, sob código AXIA3, e preferenciais classe C (AXIA7) conversíveis ou resgatáveis em sua totalidade até 2031.

Na visão da Axia, maior geradora e transmissora de energia elétrica do Brasil, a migração ao Novo Mercado não só garantirá direito de voto e dividendos iguais a todos os acionistas da empresa, mas também trará outros benefícios, como maior liquidez para as ações e flexibilidade para distribuição de dividendos, além de melhora de “ratings” e potencial atração de novos investidores.

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Estudada pela companhia desde 2022, a ideia de migração para o segmento de maior governança da B3 foi retomada no fim do ano passado, após anos de reestruturação pós-privatização e em momento em que a elétrica enxergou uma “janela de oportunidade” para avançar com esse processo.

*Com Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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