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Azul (AZUL3) registra prejuízo ajustado de R$ 44,4 milhões, melhora de 97,6% no ano; veja os números

07 maio 2026, 10:07 - atualizado em 07 maio 2026, 10:07
azul
(Imagem: iStock/miglagoa)

A Azul (AZUL3) reportou prejuízo ajustado de R$ 44,4 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), mostra relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (7). A cifra representa uma redução de 97,6% no prejuízo de R$ 1,8 bilhão reportado no primeiro trimestre de 2025.

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A linha ajustada exclui os direitos de conversão relacionados às debêntures conversíveis, outros itens da reestruturação e os ativos fiscais diferidos reconhecidos no 1T26. Além disso, o resultado é ajustado pelos resultados não realizados de derivativos e variação cambial.

Sem os ajustes, a aérea reportou lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2026 (1T26), um avanço de 81,5% na comparação anual.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, teve melhora de 22,6% na comparçaão anual, totalizando R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2026.

A margem Ebitda avançou 5,4 pontos percentuais ante o 1T25, chegando a 31,1%.

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A receita operacional atingiu R$ 5,5 bilhões, um aumento de 1,4% ano contra ano, impulsionada principalmente por um ambiente de demanda saudável, receitas auxiliares robustas e o desempenho excepcional de nossas unidades de negócio “beyond-the-metal”, de acordo com a aérea.

A Azul encerrou o trimestre com R$ 4,7 bilhões em caixa mais recebíveis, um aumento de 98,6% sobre os R$ 2,3 bilhões registrados no 1T25, representando 21,2% da receita dos últimos doze meses.

Em comparação ao 1T25, a dívida total diminuiu R$ 14 bilhões, para R$ 20,6 bilhões, o que a aérea atribui à conclusão bem-sucedida de nossa reestruturação financeira.

Como resultado, a alavancagem da Azul, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda e considerando a liquidez disponível, atingiu 2,4 vezes, queda de 3,1 vezes ano contra ano.

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Outros números do balanço

O total de custos e despesas operacionais da Azul recuou 8,2% na comparação anual, atingindo R$ 4,42 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

“Os custos por ASK (CASK) diminuíram 5,7%, totalizando R$ 35,55 centavos, devido às iniciativas estruturais de redução de custos implementadas durante o nosso processo de reestruturação, além da valorização de 10,0% do real frente ao dólar e a redução de 10,7% nos preços de combustível”, diz a companhia.

A capacidade da áerea diminuiu 2,7% em relação ao ano anterior, devido principalmente a uma redução de 8,9% nas operações internacionais.

O tráfego de passageiros medido em RPKs permaneceu estável, enquanto a taxa de ocupação atingiu um recorde para primeiros trimestres de 83,8%, 2,3 pontos percentuais maior do que no mesmo período de 2025.

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O RASK (receita por assento-quilômetro disponível) alcançou totalizou R$ 43,94 centavos no 1T26, crescimento de 4,3% ano contra ano.

O CASK (custo operacional por total de assentos-quilômetro oferecidos) no trimestre foi de R$ 35,55 centavos, uma redução de 5,7% comparado ao 1T25, impulsionada principalmente pelas iniciativas estruturais de redução de custos implementadas durante o nosso processo de reestruturação, segundo a companhia.

Fim da recuperação judicial da Azul

Em 20 de fevereiro, a Azul anunciou a conclusão de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e saiu do Chapter 11, após cumprir todas as condições previstas no plano de reorganização.

Com o encerramento do processo, a Azul reduziu sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão, cortou em aproximadamente 40% o endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves e diminuiu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros em comparação com o período anterior ao Chapter 11.

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A ordem na Azul após a saída do Chapter 11 é redução de alavancagem e foco em geração de caixa, de acordo com falas do CEO da aérea, John Rodgerson, em entrevista coletiva com jornalistas realizada após o anúncio.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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