Wall Street abre em alta com acordo entre EUA e Irã no radar; S&P 500 e Nasdaq batem novos recordes
Os índices de Wall Street operam em alta na abertura da sessão desta quinta-feira (7) com a expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
Após as máximas da véspera, o S&P 500 e o Nasdaq seguem atingindo novos recordes nominais.
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura das negociações:
- Dow Jones: +0,31%, aos 50.066,40 pontos;
- S&P 500: +0,09%, aos 7.371,54 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,14%, aos 25.875,52 pontos – no maior nível nominal histórico.
O que mexe com Wall Street hoje?
Os investidores de Wall Street acompanham o noticiário internacional em busca de avanços nas tratativas de paz entre Estados Unidos e Irã.
Os Estados Unidos e o Irã estão se aproximando de um acordo limitado e temporário para interromper a guerra, disseram fontes e autoridades nasta quinta-feira, com um esboço de estrutura que interromperia os combates, mas deixaria as questões mais controversas sem solução.
O plano está centrado em um memorando de curto prazo, em vez de um acordo de paz abrangente, ressaltando as profundas divisões entre os dois lados e sinalizando que qualquer acordo nesse estágio seria uma etapa provisória.
As esperanças de que mesmo um acordo parcial possa levar à reabertura do Estreito de Ormuz já movimentaram os mercados norte-americanos, além do alívio nos preços do petróleo Brent para julho, que opera na faixa dos US$ 97.
Teerã e Washington reduziram as ambições de um acordo abrangente, já que as diferenças persistem, principalmente em relação ao programa nuclear do Irã — incluindo o destino de seus estoques de urânio altamente enriquecido e por quanto tempo Teerã interromperia o trabalho nuclear.
Nesta manhã, a Al Jazeera reportou que o presidente do Líbano, Joseph Aoun, está sob pressão dos Estados Unidos para se encontrar com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu. Ainda sem data definida, Aoun deverá visitar a Casa Branca ainda neste mês.
Além disso, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, se reúne com o presidente norte-americano, Donald Trump, por volta das 12h (horário de Brasília).
Já no front econômico, o Departamento de Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 10 mil para 200 mil em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 2 de maio.
Economistas consultados pela Reuters previam 205 mil pedidos para a última semana. O aumento de agora reverteu parcialmente o declínio da semana anterior.
O número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos do que o esperado na semana passada em meio a um número baixo de demissões, o que está ajudando a ancorar o mercado de trabalho.
Dados do governo na terça-feira (5) mostraram que havia 0,95 vaga de emprego para cada pessoa desempregada em março, contra 0,91 em fevereiro, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.
*Com informações de Reuters