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Azul (AZUL;AZUL3) estreia em alta na Bolsa de Nova York; ações também sobem na B3

09 jul 2026, 16:16 - atualizado em 09 jul 2026, 16:16
azul
(Imagem: Divulgação/NYSE/Azul)

As ações da Azul (AZUL;AZUL3) operam em alta na New York Stock Exchange (NYSE), após a estreia nesta quinta-feira (9). A listagem simboliza o início de um novo capítulo na trajetória da aérea, após a conclusão a recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).

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Nesta manhã, ocorreu a cerimônia de abertura do pregão, conhecida como ring the bell, com a presença de executivos e tripulantes.

“Nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York marca o início de um novo capítulo para a Azul. Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, disse o CEO da Azul, John Rodgerson, no comunicado de anúncio.

Por volta de 15h19 (horário de Brasília), as ações, sob o ticker AZUL, subiam 3,55% na NYSE, a US$ 9,04. Na B3, as ações AZUL3 subiam 3,65%, cotadas a R$ 23,26.

A aérea havia anunciado no início desta semana que as American Depositary Shares (ADSs), representantes de duas ações ordinárias da companhia, tiveram a listagem aprovada na NYSE.

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Com a aprovação, a companhia anunciou também o cancelamento voluntário da listagem na NYSE American. A diferença entre entre a NYSE e a NYSE American é que esta segunda é voltada para empresas de pequeno a médio porte.

Azul de volta para o jogo

“A Azul está de volta, muito mais forte e com fontes de receita muito mais diversificadas”, afirmou o CEO da aérea, John Rodgerson, no Azul Day, que ocorreu nesta quinta-feira (9) em Nova York.

Após enfrentar um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), que durou menos de um ano, o executivo enfatiza o início de um novo momento, em que a companhia opera com um balanço patrimonial fortalecido.

“Saímos do processo com alavancagem de apenas 2,4 vezes, um excelente ponto de partida. Além disso, continuamos operando uma companhia aérea capaz de gerar muito Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), e forte fluxo de caixa operacional”, diz Rodgerson.

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Tendo lidado com um combo de forte pressão financeira após a pandemia, com juros em alta e conflitos geopolíticos, agora a Azul deve focar em crescimento sustentável. De acordo com o CEO, no passado, a Azul crescia a taxas de dois dígitos ao ano, enquanto hoje o negócio está menos arriscado.

A empresa quer voltar a crescer, mas o executivo afirma que este não é um ano de expansão. “Na verdade, nossa capacidade está menor em relação ao ano passado, e acreditamos que este é o momento certo para isso”.

“Hoje temos um modelo de negócios muito mais sustentável. Existe um lema dentro da Azul: ‘earn the right to grow’ (conquistar o direito de crescer, em tradução livre). E esse direito é conquistado gerando caixa. À medida que geramos caixa, conquistamos o direito de voltar a crescer”, conta.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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