Internacional

Federal Reserve nomeia Armínio Fraga para força-tarefa de revisão da comunicação

09 jul 2026, 16:15 - atualizado em 09 jul 2026, 16:17
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central
(Foto: Bel Pedrosa Photographer/Wikimedia Commons)

O Federal Reserve anunciou nesta quinta-feira (9) a criação de cinco forças-tarefa para revisar a condução da política monetária dos Estados Unidos e escolheu Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e fundador da Gávea Investimentos, para liderar um dos grupos de trabalho.

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O economista brasileiro comandará a equipe responsável por avaliar a comunicação do banco central norte-americano ao lado de Peter R. Fisher, da Universidade de Washington, e de Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra.

O Fed reuniu economistas, executivos e ex-dirigentes de bancos centrais para revisar aspectos centrais da política monetária. A iniciativa, liderada pelo presidente da instituição, Kevin Warsh, busca identificar melhorias nos métodos, nas ferramentas analíticas e nas estratégias adotadas pelo banco central.

“O compromisso do Federal Reserve com a estabilidade de preços e o máximo emprego permanece inabalável. Assim como nossa determinação em cumprir nosso mandato com rigor”, afirmou Warsh.

Segundo ele, a economia dos Estados Unidos mudou significativamente nas últimas décadas, sobretudo nos últimos anos, o que exige uma reavaliação da forma como o Fed conduz a política monetária. O presidente acrescentou que o objetivo é garantir que a instituição esteja preparada para cumprir seu mandato “neste momento de grande relevância”.

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O Federal Reserve determinou que as cinco forças-tarefa atuem de forma independente, com apoio da equipe técnica da instituição, e produzam análises e recomendações para o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pelas decisões sobre juros nos Estados Unidos.

Fraga liderará a força-tarefa que revisará a forma como o Fed comunica suas deliberações e decisões em um ambiente de incerteza. Além do brasileiro, o grupo contará com Peter R. Fisher, professor da Foster School of Business da Universidade de Washington, e Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra.

O Federal Reserve também criou outros quatro grupos de trabalho:

  • Política de balanço patrimonial: Karen Dynan, Raghuram Rajan e Jeremy Stein analisarão os custos, os benefícios e as implicações institucionais do atual regime de balanço do Fed.
  • Dados econômicos: Raj Chetty, Doug McMillon e Kevin Murphy trabalharão para melhorar a qualidade e a rapidez dos indicadores que orientam as decisões de política monetária.
  • Produtividade e mercado de trabalho: Marc Andreessen, Charles I. Jones e Asha Sharma avaliarão os impactos econômicos de tecnologias de propósito geral, como a inteligência artificial.
  • Modelos de inflação: Greg Mankiw, Thomas Sargent e William White revisarão a forma como o Fed compreende e responde aos fatores que influenciam a inflação.

Segundo o Federal Reserve, todos os grupos terão a missão de seguir as evidências, apresentar avaliações independentes e elaborar conclusões para subsidiar futuras decisões de política monetária.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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