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Azzas 2154 (AZZA3) cai quase 6% nesta sexta (26); o que está no radar?

26 jun 2026, 12:31 - atualizado em 26 jun 2026, 12:31
hering
(Imagem: Aluísio Alves/REUTERS)

As ações da Azzas 2154 (AZZA3) operam na ponta negativa do Ibovespa (IBOV) no pregão desta sexta-feira (26), com o futuro da marca Hering no radar do mercado. Na véspera, a companhia negou que a marca esteja à venda.

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Em resposta a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o assunto, a empresa afirmou que não há tratativas nem negociações em curso envolvendo a Hering ou os ativos e negócios relacionados a ela.

O tópico veio à tona após o Pipeline, do Valor Econômico, informar que um grupo de acionistas que representa cerca de 11% do capital da Azzas, liderado pela família Hering, contratou a BR Partners para negociar uma emancipação da marca.

De acordo com o jornal, o banco de investimentos já teria realizado uma primeira abordagem ao conselho e assessores financeiros da companhia. A ideia seria uma negociação para compra da marca ou permanecer com maior posição na Hering no caso de uma cisão da Azzas.

Ao Money Times, a BR Partners confirmou estar assessorando investidores do grupo Azzas na avaliação de alternativas estratégicas à Hering.

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Por volta de 12h20 (horário de Brasília), as ações AZZA3 caíam 4,14%, cotadas a R$ 18,98. Na mínima do dia, até este horário, o recuo chegou a 5,91%. Acompanhe o tempo real.



Venda pouco provável?

A Hering foi vendida para o Grupo Soma, de Roberto Jatahy, em 2021, após ter sido também sondada pela Arezzo&Co, liderada por Alexandre Birman. No entanto, foi parar no conglomerado com a fusão das empresas em meados de 2024.

Na visão do JP Morgan, a venda da Hering é improvável, a menos que haja um prêmio significativo pago pelo ativo.

"Esse possível movimento reportado pela família Hering pode ter sido impulsionado pelo anúncio da companhia na semana passada de que está estudando alternativas estratégicas, incluindo uma potencial venda, para a Farm Rio — a joia da coroa da Azzas — o que sugere que vendas de ativos podem estar na mesa", dizem.

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O banco gringo enxega o movimento por dois ângulos para a Azzas: uma distração e um ativo com desempenho fraco em longo processo de recuperação versus um potencial vetor de criação de valor com sinergias dentro do grupo.

Os analistas mantêm a segunda visão e, por isso, acredita que esse negócio só é provável se for pago um prêmio relevante sobre o que veem como valor justo do ativo.

"Por um lado, a Hering é um ativo maduro do varejo de vestuário, com crescimento limitado de vendas (CAGR de 3 e 10 anos de aproximadamente 4% e 8%, respectivamente) e passando por um longo processo de recuperação, com desempenho irregular de vendas desde 2011-2012. Por outro lado, existem sinergias relacionadas à gestão de franquias com as antigas operações da Arezzo", dizem os analistas.

Além disso, o banco pontua que uma equipe experiente foi trazida de volta para conduzir as operações quando o ex-CEO e parte da família, Thiago Hering, deixou o grupo.

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Neste cenário, a visão é de que a Hering está mais integrada ao grupo Azzas como um todo do que a Farm, enquanto a administração vê espaço para destravar valor com uma execução melhor e mais integrada, o que sustenta a improbabilidade da venda.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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