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Bank of America eleva recomendação para MBRF (MBRF3) e vê potencial de alta de 51%

20 ago 2026, 12:00
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(Foto: Divulgação)

O Bank of America elevou a recomendação para as ações da MBRF (MBRF3) de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 23 para R$ 26, o que representa um potencial de valorização de 51% frente ao preço de referência de R$ 16,08.

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Por volta de 11h52 desta quinta (20), as ações avançavam 2,95%, depois de encerrarem a quarta (19) com alta de 6,46%.

Por trás da visão mais otimista, o banco enxerga uma combinação de recuperação das margens da carne bovina nos Estados Unidos, redução dos investimentos e uma forte melhora na geração de caixa a partir de 2027.

Para o BofA, esse cenário deve finalmente permitir que a companhia avance de maneira mais consistente em um dos principais pontos de atenção dos investidores: a desalavancagem.

Fluxo de caixa volta ao cardápio“, resumem as analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo no título do relatório.

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Segundo o banco, a MBRF entregou resultados sólidos nos últimos 12 meses e se destaca como uma das poucas empresas de sua cobertura de alimentos e bebidas no Brasil para as quais as estimativas de Ebitda foram mantidas estáveis ou revisadas para cima desde o final de 2025.

MBRF3: a virada do caixa

Um dos principais fatores por trás do upgrade está na expectativa de queda dos investimentos. O BofA projeta que o capex da MBRF recue dos atuais R$ 5 bilhões para algo entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões em 2027.

Com menos recursos destinados aos investimentos e uma melhora operacional, o banco espera uma forte recomposição do fluxo de caixa livre (FCF) já no próximo ano.

A estimativa para o FCF de 2027 saltou de R$ 390 milhões para R$ 1,9 bilhão, quase cinco vezes a projeção anterior. O montante representa um FCF yield de 7,7%, que deve avançar para 10,8% em 2028.

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E o BofA destaca que essas projeções consideram um nível de capex acima do próprio guidance da companhia.

A melhora do caixa deve abrir espaço para uma redução da alavancagem entre 0,5 e 0,6 vez por ano, a partir de 2027 e 2028, levando o indicador para menos de 3 vezes em 2029.

Pior do ciclo da carne bovina nos EUA fica em 2026

A outra peça central da tese está nos Estados Unidos. O Bank of America espera que 2026 marque o fundo do ciclo das margens da carne bovina na América do Norte, abrindo espaço para uma recuperação em 2027.

Dois fatores devem ajudar nessa virada: o aumento da oferta de gado proveniente do México e a redução da capacidade de processamento da indústria norte-americana.

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Segundo os analistas, os fechamentos de unidades realizados em 2026, combinados à maior disponibilidade de animais, devem elevar a utilização da capacidade da indústria em cerca de 600 pontos-base, para 85%, retornando à média observada nos últimos cinco a seis anos.

A combinação também pode ajudar a pressionar os preços do gado para baixo em 2027, favorecendo as margens dos frigoríficos.

A MBRF ainda pode ser diretamente beneficiada pelo fechamento da unidade da Tyson em Joslin, no estado de Illinois. A planta fica a aproximadamente 225 quilômetros da Iowa Premium, operação da MBRF nos Estados Unidos.

Nesse cenário, o BofA projeta que a margem Ebitda da divisão de carne bovina na América do Norte avance de apenas 0,6% em 2026 para 1,7% em 2027.

BofA aumenta projeções para o Ebitda

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Com uma visão mais positiva para as operações, o Bank of America também revisou para cima suas estimativas de resultados.

A projeção de Ebitda para 2026 aumentou 2,8%, para R$ 12,8 bilhões, enquanto a estimativa para 2027 subiu 7,6%, para R$ 12,9 bilhões.

Apesar do upgrade, o banco reconhece que a tese depende principalmente da recuperação das margens da carne bovina nos Estados Unidos e da melhora da geração de caixa ao longo dos próximos três anos.

Entre os riscos estão uma recuperação mais lenta do ciclo bovino norte-americano, que poderia não compensar uma eventual normalização das margens da BRF, além da alta dos custos de alimentação animal.

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Outro ponto de atenção é a alocação de capital. Novos investimentos ou operações que consumam caixa poderiam postergar o processo de desalavancagem esperado pelo banco.

Desconto para JBS ainda é justificado

Em termos de valuation, a MBRF negocia a 5,7 vezes o EV/Ebitda estimado para 2027, praticamente em linha com sua média dos últimos três anos.

O múltiplo está abaixo das 6,7 vezes da JBS (JBSS32).

Para o BofA, o desconto é justificável diante da menor diversificação dos negócios da MBRF e da maior alavancagem da companhia.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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