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BB (BBAS3) sai, Suzano (SUZB3) entra: Morgan Stanley escala ações para passar por piora de Brasil

26 ago 2026, 19:29
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(Imagem: Paulo Whitaker/REUTERS)

De olho nas incertezas quanto às eleições de outubro, o Morgan Stanley adotou uma postura mais defensiva na sua carteira de alocação no Brasil.

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Diante disso, o banco incluiu a ação da Suzano (SUZB3) para aumentar a exposição a empresas que geram receitas em dólares, como uma forma de proteção antes das eleições presidenciais.

“Além disso, nossa analista de papel e celulose, Julia Rizzo, possui recomendação overweight (compra) para a ação, pois acredita que o baixo custo de produção da Suzano terá um papel importante para manter a companhia lucrativa em um cenário de mercado mais pressionado”, acrescenta o banco.

Por outro lado, o Banco do Brasil (BBAS3) se despediu da carteira do Morgan Stanley, devido à redução da exposição à risco no Brasil antes das eleições presidenciais. O banco ainda reduziu as posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3).

Outra empresa deixou o portfólio do Morgan Stanley foi a Copel (CPLE3). “Retiramos a ação porque vemos relativamente menos catalisadores após os desenvolvimentos positivos recentes — como o leilão de capacidade de reserva e a revisão tarifária”, detalha.

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Na avaliação do banco, a companhia agora entra em uma fase de execução ao longo dos próximos trimestres.

Confira a lista completa de recomendações do Morgan Stanley no Brasil

TickerEmpresaSetorRecomendaçãoPeso
AXIA3Axia EnergiaUtilitiesOverweight5,0%
PBRPetrobrasEnergiaOverweight11,5%
XPXP IncFinanceiroOverweight3,3%
EMBJEmbraerIndustriaisOverweight4,0%
JBSJBSConsumoOverweight2,6%
NUNubankFinanceiroOverweight8,5%
BPAC11BTG PactualFinanceiroOverweight3,0%
MELIMercado LivreInternet/tecnologiaOverweight1,5%
SUZB3SuzanoMateriaisOverweight2,1%
B3SA3B3FinanceiroEqual-weight2,8%
SAUD3BrasaúdeSaúdeEqual-weight0,9%
ITUBItaú UnibancoFinanceiroEqual-weight5,5%
VALEValeMateriaisEqual-weight6,3%
SBSP3SabespUtilitiesOverweight1,3%

Fonte: Morgan Stanley, carteira de ações da América Latina em 24/08/2026.

Rebaixamento de ações brasileiras

O Morgan Stanley passou a enxergar com mais cautela a relação entre risco e retorno no mercado brasileiro Brasil.

De acordo com o banco, fatores como a desaceleração econômica doméstica, as preocupações fiscais persistente e o aumento da incerteza em relação à continuidade das políticas elevando os riscos de queda — especialmente nos setores mais expostos à economia — ganharam peso na avaliação.

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Diante desse cenário, o Morgan Stanley rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de overweight (compra) para equal-weight (neutro).

Contudo, na avaliação dos analistas do banco, ainda é cedo para assumir uma postura mais baixista, dado o potencial de valorização relevante caso uma mudança de política melhore a credibilidade fiscal, abra espaço para juros mais baixos e favoreça uma transição mais suave para uma recuperação liderada pelos investimentos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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