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BEEF3, JBSS32 e MBRF3: Safra vê apenas uma ação ganhando com suspensão de tarifa de Trump

21 ago 2026, 13:20 - atualizado em 21 ago 2026, 13:21
Minerva brf frigoríficos jbs
(iStock.com/Henadzi Pechan)

A suspensão temporária de tarifas dos Estados Unidos sobre a importação de carne bovina moída pode trazer um vento favorável aos frigoríficos brasileiros, mas o Safra enxerga a medida como especialmente positiva para a Minerva Foods (BEEF3) — justamente a única ação do setor para a qual o banco mantém recomendação de compra.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma suspensão, por 90 dias, das tarifas aplicadas às importações fora da cota para até 300 mil toneladas de carne bovina moída. A iniciativa busca reduzir os preços do produto no varejo norte-americano em 25%, enquanto o rebanho bovino do país, atualmente em níveis historicamente baixos, passa por um processo de recomposição.

O Safra ressalta, porém, que até a publicação do relatório o anúncio havia sido feito apenas por Trump em sua rede social, a Truth Social, sem documento oficial da Casa Branca ou de outro órgão do governo norte-americano.

Na avaliação do banco, a medida é ligeiramente positiva para a Minerva e neutra para JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3).

Entre os três frigoríficos, a Minerva é também a única com recomendação de compra pelo Safra, com preço-alvo de R$ 5,50. Para a JBS, o banco mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 77, enquanto a MBRF também possui indicação neutra, com preço-alvo de R$ 19.

Por que a Minerva pode se beneficiar mais?

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Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) citados pelo Safra, o consumo norte-americano de carne bovina gira em torno de 13,3 milhões de toneladas, sendo aproximadamente 20% atendidos por importações.

As 300 mil toneladas contempladas pela suspensão equivalem a cerca de 11% das importações de carne bovina dos Estados Unidos, considerando os 12 meses encerrados em junho de 2026, e a aproximadamente 2% do consumo doméstico.

Apesar de não enxergar um impacto estruturalmente relevante, o Safra avalia que a medida representa um vento favorável para os frigoríficos sul-americanos, especialmente os brasileiros.

Atualmente, a Austrália responde por cerca de 26% das importações norte-americanas de carne bovina, enquanto o Brasil detém uma fatia próxima de 16%. A diferença, segundo o banco, está justamente no tipo de produto contemplado pela medida.



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Como a suspensão se concentra na carne bovina moída, os frigoríficos brasileiros estariam mais bem posicionados para aproveitar a abertura. A Austrália, por outro lado, costuma direcionar aos Estados Unidos cortes de maior valor agregado.

Para dimensionar o potencial, as 300 mil toneladas correspondem a 9,2% de todo o volume de carne bovina exportado pelo Brasil e a cerca de 55% da diferença entre o volume enviado pelos frigoríficos brasileiros à China em 2025 e a cota estabelecida pelo país asiático para 2026.

Mesmo que o Brasil não capture integralmente o volume adicional liberado pelos Estados Unidos, o Safra avalia que a mudança ainda teria um efeito líquido marginalmente positivo para os frigoríficos brasileiros.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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