SUZB3, RANI3 ou KLBN11: Citi vê duas ações mais favorecidas em eventual governo Flávio Bolsonaro
Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro para presidente poderá favorecer Klabin (KLBN11) e Irani (RANI3) em relação à Suzano (SUZB3), segundo o Citi. A avaliação considera a maior exposição das duas primeiras ao mercado doméstico e a menor sensibilidade de seus resultados às oscilações do câmbio.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (5), o banco analisa como uma possível mudança de governo poderia afetar as empresas de papel e celulose. Em um cenário de ajuste fiscal acompanhado de juros menores e valorização do real, Klabin e Irani estariam relativamente mais bem posicionadas.
Isso não significa que a queda do dólar seria positiva para as duas companhias. O argumento do Citi é que o impacto seria menos negativo do que para a Suzano, cujo perfil de resultados mais dolarizado a torna mais sensível à valorização da moeda brasileira.
“No setor de papel e celulose, vemos Klabin e Irani como relativamente mais beneficiadas do que Suzano em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, devido à maior exposição ao mercado doméstico e à menor sensibilidade ao câmbio”, afirma o banco.
No cenário inverso, de enfraquecimento do real, a Suzano teria um benefício cambial maior. Para Klabin e Irani, esse efeito positivo seria comparativamente menor, devido à maior concentração de suas receitas no mercado doméstico.
Juros menores podem ajudar a Klabin a reduzir a alavancagem
Além do efeito sobre as receitas, o Citi chama a atenção para a estrutura de endividamento das companhias. Segundo o banco, Suzano e Klabin ainda apresentam níveis relativamente elevados de dívida.
Na Suzano, o endividamento é fortemente dolarizado, mas encontra uma proteção natural nas receitas predominantemente vinculadas à moeda americana.
A Klabin também possui uma parcela significativa da dívida em dólares, porém tem maior exposição a receitas em reais e aos juros brasileiros. Por isso, a combinação de queda das taxas de juros e valorização do real poderia favorecer sua trajetória de desalavancagem.
“Em um cenário de ajuste fiscal que resulte em juros mais baixos e em um real mais forte, acreditamos que a trajetória de desalavancagem da Klabin também poderá melhorar”, avalia o Citi.