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SUZB3, RANI3 ou KLBN11: Citi vê duas ações mais favorecidas em eventual governo Flávio Bolsonaro

05 out 2026, 16:54
celulose suzano
(Imagem: Agência Brasil)

Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro para presidente poderá favorecer Klabin (KLBN11) e Irani (RANI3) em relação à Suzano (SUZB3), segundo o Citi. A avaliação considera a maior exposição das duas primeiras ao mercado doméstico e a menor sensibilidade de seus resultados às oscilações do câmbio.

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Em relatório divulgado nesta segunda-feira (5), o banco analisa como uma possível mudança de governo poderia afetar as empresas de papel e celulose. Em um cenário de ajuste fiscal acompanhado de juros menores e valorização do real, Klabin e Irani estariam relativamente mais bem posicionadas.

Isso não significa que a queda do dólar seria positiva para as duas companhias. O argumento do Citi é que o impacto seria menos negativo do que para a Suzano, cujo perfil de resultados mais dolarizado a torna mais sensível à valorização da moeda brasileira.

“No setor de papel e celulose, vemos Klabin e Irani como relativamente mais beneficiadas do que Suzano em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, devido à maior exposição ao mercado doméstico e à menor sensibilidade ao câmbio”, afirma o banco.

No cenário inverso, de enfraquecimento do real, a Suzano teria um benefício cambial maior. Para Klabin e Irani, esse efeito positivo seria comparativamente menor, devido à maior concentração de suas receitas no mercado doméstico.

Juros menores podem ajudar a Klabin a reduzir a alavancagem

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Além do efeito sobre as receitas, o Citi chama a atenção para a estrutura de endividamento das companhias. Segundo o banco, Suzano e Klabin ainda apresentam níveis relativamente elevados de dívida.

Na Suzano, o endividamento é fortemente dolarizado, mas encontra uma proteção natural nas receitas predominantemente vinculadas à moeda americana.

A Klabin também possui uma parcela significativa da dívida em dólares, porém tem maior exposição a receitas em reais e aos juros brasileiros. Por isso, a combinação de queda das taxas de juros e valorização do real poderia favorecer sua trajetória de desalavancagem.

“Em um cenário de ajuste fiscal que resulte em juros mais baixos e em um real mais forte, acreditamos que a trajetória de desalavancagem da Klabin também poderá melhorar”, avalia o Citi.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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