Mercados

Bolsas da Europa caem pressionadas pelo setor de tecnologia

23 jun 2026, 13:48 - atualizado em 23 jun 2026, 13:59
Bolsas Europa
(Imagem: Bolsa de Frankfurt 10/06/2021 REUTERS)

Os índices europeus fecharam a sessão desta terça-feira (23) em queda com o setor de tecnologia pressionado pelo movimento global de venda das ações.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,73%, aos 634,63 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,98%, aos 24.893,58 pontos, o FTSE 100, de Londres, teve perda de 0,09%, aos 10.428,85 pontos, e o CAC 40, de Paris encerrou o pregão em queda de 0,71%, aos 8.340,71 pontos.

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Os investidores europeus acompanharam o movimento de "sell-off" global das ações de tecnologia e semicondutores, devido aos novos receios de uma bolha de inteligência artificial nos Estados Unidos, o que também atingiu os mercados asiáticos na madrugada.

No pregão desta terça-feira, o setor de tecnologia teve perdas de 3,3%. A holandesa ASML caiu cerca de 6,1%, enquanto as fabricantes de semicondutores STMicroelectronics e Infineon recuaram perto de 8% e 5,8%, respectivamente.

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Em Paris, a L'Oréal conseguiu apagar parte das perdas mais fortes e recuou 0,3%, após o Deutsche Bank rebaixar sua recomendação para venda, citando perspectiva de desaceleração do crescimento das receitas no segundo semestre.

Na ponta positiva, a EssilorLuxottica subiu cerca de 0,6% após anunciar, em parceria com a Meta, uma nova linha de óculos inteligentes com IA integrada. A Sanofi avançou cerca de 1,5% depois de obter aprovação da União Europeia (UE) para um novo tratamento contra esclerose múltipla.

Em relação aos dados econômicos, os índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) preliminares mostraram melhora da atividade na zona do euro, mas os dados da Alemanha e do Reino Unido decepcionaram e caíram para mínimas em meses.

Para Christophe Boucher, da ABN AMRO Investment Solutions, os dados reforçam a ausência de efeitos secundários relevantes sobre a inflação e indicam demanda ainda fraca, sugerindo crescimento moderado nos próximos meses.

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Além disso, as negociações entre Estados Unidos e Irã seguem no radar dos investidores, com informações contraditórias sobre o país persa aceitar a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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